Precoce, ginasta desponta como promessa nacional
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sábado, 08 de março de 2014
Rafael Souza<br> Reportagem Local 
Haniely Biondi pisou em um tablado pela primeira vez aos quatro anos de idade. Era o primeiro indício de uma carreira precoce. Aquela garotinha que mal sabia andar fazendo os primeiros movimentos como ginasta ainda está bem viva na cabeça da mãe Vanda. "Tenho filmada a primeira apresentação dela no Moringão, ainda pequenininha. Ela era muito distraída. Lembro que ela ficava só vendo as outras fazerem e eu tinha que ficar do lado de fora chamando a atenção dela", relembra.
Mal sabia a mãe que aquela garotinha do vídeo viria a ser uma das futuras promessas da ginástica rítmica brasileira. Ela cresceu, já é uma adolescente, e já voltou a ser precoce novamente. A atleta, que há pouco mais de dois meses completou 15 anos, é a mais nova ginasta integrante da seleção brasileira adulta de ginástica rítmica de conjunto.
Haniely, que passa alguns dias de folga em Londrina, foi uma das três atletas convidadas pela técnica da seleção brasileira de GR, a também londrinense Camila Ferezin, a integrar o grupo que treina em Aracaju, onde fica a sede da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). Na verdade, a ginasta já até poderia estar na seleção, já que foi aprovada em uma seletiva no passado, mas acabou não ficando no Nordeste justamente por causa da pouca idade.
A rapidez com que tudo aconteceu surpreendeu até a própria ginasta. "Realmente não esperava, aconteceu tudo muito rápido", reconhece ela, sem esconder a satisfação por alcançar um objetivo que parecia ainda longe tão cedo. "Até os 10 anos nem tinha noção do que significava isso (estar na seleção), mas depois que vi as meninas daqui indo para lá, a Dayane (Camillo) e a Camila (Ferezin) também falavam, e daí comecei a pensar. É um sonho que se realiza", define.
Ela sabe, no entanto, que ainda terá que ralar muito para conseguir sonhar ainda mais alto no time verde e amarelo. "Tenho que treinar e melhorar cada vez mais para primeiro conseguir um lugar no conjunto", diz a ginasta, que por enquanto tem treinado entre as reservas.
Em Aracaju tudo mudou. Desde o clima até a rotina de treinos, que foi muito intensificada. Mas tudo foi facilitado graças à presença de seis velhas conhecidas da Unopar que ela reencontrou por lá: as ginastas Beatriz Pomini, Débora Falda, Gabrielle Silva e Isadora Magalhães, além da técnica Camila Ferezin e da coreógrafa Bruna Rosa. Foi o que lhe ajudou a adaptar-se mais rapidamente. "Os primeiros dias foram complicados, mas elas me ajudaram bastante e agora já estou bem tranquila. A saudade da família ainda pega, mas a gente dá um jeitinho", conta.
O coração da mãe ainda está um pouco apertado, mas o sonho de ver a filha brilhando mundo afora supera tudo. "É fruto de muito esforço e dedicação. Sabe que ela sempre me fazia comprar fitas e bambolês para ficar brincando em casa quando não estava treinando. Essa era a brincadeira dela. E agora veio a recompensa. É um orgulho para toda a família. Tomara que ela possa ir cada vez mais longe", torce a mãe.
Para quem começou tão cedo, claro que o próximo grande passo já está bem definido na cabeça. "Quero participar das Olimpíadas, mas tem muita coisa ainda. Tem o Pan, o classificatório em 2015 e espero estar lá".


