Valmir Denardin
Enviado a Ciudad del Este
A possibilidade de o Brasil classificar-se para a final da Copa América, hoje, contra o México, não animou os torcedores da Tríplice Fronteira. Até as 16 horas de ontem, o Banco Continental, único ponto de venda de ingressos em Ciudad del Este, havia comercializado mil entradas - só 15% das 7 mil disponíveis.
Para Francis Cabriza, gerente da agência, há três causas para o encalhe: o preço dos ingressos; a desclassificação da seleção paraguaia, o que desanimou o torcedor do país; e o fato de que o confronto de hoje repete um jogo já visto pelos torcedores (Brasil e México já se enfrentaram na 1ª fase).
O preço dos ingressos foi reajustado em até 15% em relação ao jogo de domingo passado, entre Brasil e Argentina. Desde a primeira fase do torneio, os preços subiram quase 220%. Para o jogo de hoje, a entrada para a arquibancada custa 60 mil guaranis (o equivalente a R$ 34,00). Cadeiras numeradas no lado leste do estádio custam 140 mil guaranis (R$ 78,00) e, no setor oeste, 200 mil guaranis (R$ 112,00).
Os ingressos para os jogos vendidos na agência só se esgotaram nas duas primeiras rodadas do Grupo B. Na terceira sobraram 7 mil das 15 mil entradas e até no jogo entre Brasil e Argentina, já nas quartas-de-final, houve encalhe: sobraram duas mil das 12 mil unidades. Essa situação fez sumir das ruas de Ciudad del Este a figura do cambista, que chegava a vender ingressos com ágio de até 600%.
José María Troche, diretor da Associação Paraguaia de Futebol - um dos organizadores da Copa América -, disse ontem à Folha que o alto preço dos ingressos tem duas justificativas: a subida do valor do dólar e a necessidade de cobrir os custos de organização, que devem atingir US$ 2,5 milhões.

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