Preço dos ingressos é motivo de preocupação



Do enviado ao Rio


Em tempos de desemprego e dinheiro contado no bolso, o torcedor de Londrina e região terá condições de lotar o Estádio do Café em quatro – ou sete – jogos da Seleção Brasileira no Pré-Olímpico? Para o prefeito Antonio Belinati, sim. Ele afirmou ontem que lutará para que os preços dos ingressos seja compatível ‘‘com a situação social do brasileiro’’.
– Se o ingresso for caro, não será por conta da Prefeitura - garante Belinati.
O Brasil fará quatro partidas em 12 dias pela fase de classificação do torneio: dia 18 de janeiro com o Chile, dia 23 com o Equador, dia 26 com a Venezuela e dia 30 com a Colômbia. Se Londrina, como quer Belinati, sediar também o quadrangular final, a Seleção Brasileira provavelmente fará outros três jogos – de 2, 4 e 6 de fevereiro – contra as duas seleções classificadas no Grupo B e a outra equipe classificada no Grupo A.
– A CBF não permitiria uma promoção que impeça a grande massa trabalhadora de assistir aos jogos - disse o prefeito, sem querer arriscar qual o ‘‘preço justo’’, atualmente, para um jogo da seleção.
Belinati negou também que a proposta de bancar todo o Pré-Olímpico – e, consequentemente, ter controle também sobre a promoção do torneio – seja uma manobra de poder proporcionar, em Londrina, jogos da seleção com ingressos baratos em um ano eleitoral.
Provável candidato do PFL à reeleição, no pleito marcado para outubro do ano que vem, o prefeito disse ainda que não teme eventuais ataques da oposição:
– A presença da Seleção Brasileira em Londrina tem de ser motivo de orgulho, não de contrariedade - ele avalia. Por outro lado, eu receberia críticas não só locais, mas também nacionais, se organizasse um evento em que o torcedor não comparecesse por causa do preço do ingresso.

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