Quem tem mais de 40 anos vai suspirar de saudades. Os mais novos farão uma viagem até um tempo distante, conhecido somente através de fotos publicadas em preto e branco em revistas antigas. E todos que forem ao Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, no próximo domingo, terão a chance de entender como nasceu o automobilismo brasileiro. A largada será às 13 horas.
A Superclassic, categoria de carros de corrida clássicos que faz sucesso em São Paulo, vai correr pela primeira vez fora de Interlagos. Aproveitando o período de inatividade da pista paulista, fechada para as obras visando o GP do Brasil de F-1, seus pilotos e organizadores resolveram levar seu espetáculo a outros circuitos do País.
Os ''velhinhos'' farão parte da programação do Campeonato Metropolitano de Velocidade com uma prova que promete empolgar o público paranaense. Afinal, são carros antigos com desempenho invejável: os mais rápidos da categoria chegam a virar tempos, em Interlagos, melhores que os carros do Campeonato Paulista de Marcas.
''É um trabalho de resgate da história, acima de tudo. Mas na hora em que os pilotos colocam o capacete, é corrida de verdade. Não se trata de um desfile, mas de competição braba, e das boas'', promete o presidente da APTA (a associação dos pilotos), Alberto Reis. Ele dirige um FNM JK 1968.
Serão 25 carros no grid em Londrina. O campeonato, hoje, só perde em participantes para a Stock Car. ''Chegamos a largar com 35 carros em janeiro'', festeja Reis, um dos pioneiros da categoria, criada em 2003. ''É o segundo maior grid do Brasil, com a atração extra da variedade de modelos. É um painel muito representativo da indústria brasileira e daquilo que se fazia no esporte a motor por aqui há muitas décadas. Temos mais de 20 modelos diferentes correndo.''
Entre eles, clássicos como DKW, Karmann-Ghia, Puma, Passat, Chevette, Porsche Spyder, Fusca, Corcel, ''Zé do Caixão'', Dodge 1800, BMW, Fiat 147 e outros que escreveram a história do Brasil nas pistas nos anos 60 e 70. O regulamento permite carros fabricados até 1976, divididos em três categorias: motores originais até 1400 cc, motores originais até 1600 cc e os mais potentes, com motores de até 2000 cc, não necessariamente originais.

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