Londrina respira automobilismo. Mesmo sem grande público, ainda consegue ter um cenário aquecido que fomenta novos pilotos. Além dos já tradicionais Valdeno Brito, que corre na Stock Car e na Itaipava GT3, e Leandro Totti, na F-Truck, a cidade vê nomes como Césinha Bonilha (Trofeu Linea) e Diego Faustino (600 Hornet) ganharem destaque nas pistas do calendário brasileiro.
Fora da disputa pelo título da Super Final da Stock Car, Valdeno hoje terá pela frente duas importantes baterias na GT3, na etapa de Curitiba. Ele lidera a campeonato ao lado de Matheus Stumpf (Ford GT) com 183 pontos. A dupla entra na pista na dependência de um terceiro e um quarto lugar para levantar o troféu com antecedência.
Porém, Valdeno e Matheus terão a desvantagem de ter que correr com o chamado ''lastro do sucesso'' (peso adicional de 65 kg para equilibrar a velocidades de carros muito rápidos).
Na Stock o desempenho não é dos piores. O paraibano, radicado em Londrina, é o 11º colocado com 47 pontos, atrás apenas dos 10 classificados para a Super Final. Na etapa de Santa Cruz do Sul (RS), o piloto garantiu o segundo lugar e o primeiro pódio do ano. ''Houve alguns imprevistos que me tiraram muitos pontos, como quebras. Por isso não entrei neste ano na final'', justifica ele, que foi pole na etapa do Velopark (RS), em maio.
A temporada 2010 foi mais generosa com o ibiporãense Leandro Totti, da F-Truck. De caminhão novo após sete anos, ele andou na frente em quatro provas e garantiu um segundo lugar em Interlagos, São Paulo. Correndo em Londrina, fez uma das mais emocionantes corridas ao ganhar três posições depois largar na quarta fila.
''Cheguei a liderar parte da prova, mas depois de um problema na embreagem precisei abandonar'', recorda o número 73, que está na 14 posição com 40 pontos.
Se em 2009 o caminhão Ford deixava Totti a pé por problemas mecânicas, nesse ano os empecilhos vieram na hora de acertar seu Mercedes Benz para melhorar o desempenho. ''Mexemos muito na embreagem, mas o orçamento da equipe restringe os treinos. Isso complica na hora de acertar a máquina para a corrida'', lamenta.
Para 2011, ele recebeu propostas de outras equipes, mas pretende manter o contrato com a ABF Competições. ''Um patrocínio melhoraria algumas condições como os treinos. Isso falta. É um fator que complica. Eu até fiz propostas, mas é difícil negociar com empresas locais. Elas são fechadas para este ramo'', argumenta.
Revelações
As pistas do automobilismo nacional se abriram neste ano para um nome: Césinha Bonilha. Com bom currículo regional, no Trofeo Linea ele conseguiu o reconhecimento que há anos perseguia. Substituindo um piloto da Officcer, ele desbancou favoritos na etapa de Londrina e subiu no degrau mais alto do pódio, no mês de julho.
''Mais de 80% do grid é formado por pilotos da Stock. Já tinha andado com o Xandinho Negrão e o Daniel Serra no Brasileiro de Endurance, em 2008. A maioria já me conhecia dos treinos, mas ainda não tinha entrado na mídia'', justifica o piloto 99, que dividiu pódio com Christian Fittipaldi e Cacá Bueno, em Brasília.
O último nome da lista é Diego Faustino, o único da região a andar sobre duas rodas na 600 Hornet, do Racing Festival. Depois de correr dois anos na categoria, no ano que vem ele pretende acelerar uma moto de 1000 cilindradas.
''Acho que o Alexandre Barros vai lançar um campeonato. Quero ir para uma moto mais potente para em 2012 tentar ir para a Europa. Não tenho nada definido. Só planos da minha cabeça. Mas em dezembro pretendo fazer uma etapa na Espanha'', finalizou Faustino, que há 15 dias venceu em Brasília sua primeira prova na Hornet.

mockup