Prata em Winnipeg, CCE busca reconhecimento
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terça-feira, 10 de agosto de 1999
Por Ricardo de Souza 
São Paulo, 11 (AE) - Nem só de saltos vive o hipismo brasileiro. Foi o que provou a equipe nacional do Concurso Completo de Equitação (CCE) - também conhecido como hipismo rural - que se reuniu hoje para comemorar o bom desempenho no Pan-Americano de Winnipeg.
Os cavaleiros trouxeram do Canadá uma medalha de prata por equipe e outra de bronze individual. Durante entrevista coletiva
o grupo falou sobre os praparativos para a Olimpíada de Sydney, para a qual o CCE brasileiro já garantiu a vaga.
A equipe brasileira em Winnipeg foi formada por Serguei Fofanoff, Luciano Drubi, Artemus Almeida, Marcelo Tosi, Carlos Eduardo Paro e Ana Paula Perracini. O técnico dos cavaleiros foi Ademir de Oliveira, um dos pioneiros do CCE nacional.
É comum as pessoas confundirem o concurso completo com o hipismo clássico, no qual o Brasil obteve a medalha de ouro por equipes. Mas há algumas diferenças. "Os cavalos do CCE são mais resistentes, pois as provas exigem mais esforço dos animais", explica Fofanoff, um dos cavaleiros mais experientes do País na categoria. Para ele, a medalha de prata pode fazer com que o hipismo rural seja reconhecido no País. "Hoje, o Brasil tem uma das melhores equipes de CCE das Américas, apesar de a modalidade ser praticada há pouco tempo."
O principal objetivo da Associação Brasileira dos Cavaleiros de Hipismo Rural (ABHIR) até a Olimpíada é aperfeiçoar e dar mais experiência internacional aos cavaleiros e amazonas e, com isso, diminuir a distância que separa o Brasil do grupo de ponta do CCE mundial, formado por Estados Unidos, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia. "Esses países praticam o hipismo rural há muito tempo e fazem um planejamento a longo prazo, mas temos uma vantagem por improvisarmos melhor", diz Paro.
Atualmente, a ABHIR está realizando um trabalho de divulgação do esporte, o que, para os cavaleiros, é essencial para o crescimento da modalidade. "A associação está mudando o nome da modalidade para triatlo equestre, pois CCE parece nome de empresa de aparelho eletrônico", brinca Fofanoff.


