Pragas dominam grama do Estádio do Café
Claudemir Scalone
De Londrina
A Fundação Municipal de Esporte de Londrina promete divulgar hoje um laudo detalhado sobre a péssima situação do gramado do Estádio do Café. O palco dos jogos do Torneio Pré-Olímpico de Futebol, entre 19 de janeiro e 6 de fevereiro, nem de longe lembra o piso em que a Seleção Brasileira Sub-23 conquistou uma vaga para as Olimpíadas de Sydney.
O gramado está irreconhecível. Além de estranhas manchas marrons, há pelo menos três tipos de grama e outras pragas. A mais nefasta das pragas, a chamada tiririca aparece por todos os lados e domina o meio-de-campo tão soberana quanto o futebol do meia Alex, da seleção. Estão lá ainda pés-de-galinhas e colchões, outras duas pragas invasoras. Ao lado da dominante grama esmeralda, há moitas da mato grosso (grama que foi substituída) e seda.
Isto depois de o gramado do estádio do Café ter sido retirado por completo ano passado e uma nova grama ser plantada a esmeralda, a mesma do Maracanã e Mineirão exclusivamente para o torneio.
Estive no estádio durante o Pré-Olímpico e jamais pensei em encontrar o gramado daquele jeito dias após o encerramento do torneio, disse Pedro Sperandio Lopes, diretor da Fundação Municipal de Esporte, que assumiu a responsabilidade pelos cuidados com o estádio ao final do Pré-Olímpico. Pensei que ia pegar o estádio com tudo pronto e só iria cuidar da manutenção, completou ele.
Ao constatar os problemas, Lopes chamou técnicos da AMA (Autarquia do Meia Ambiente), Iapar, Secretaria Municipal de Agricultura e Embrapa para uma análise da situação da grama. Agrônomos recolheram amostras do gramado e entregarão o resultado hoje.
Outra providência foi interditar o estádio por 60 dias para se apurar o que aconteceu com o gramado e o que precisará ser feito para recuperá-lo.
Entre as possíveis soluções não está descartada a substituição total da grama. Não gosto de trabalhar com hipóteses. Prefiro aguardar o laudo dos técnicos. Mas quem plantou tem responsabilidade, afirmou Lopes, ressaltando que vai encaminhar a documentação para que a procuradoria do município tome as providências necessárias.
A Folha tentou falar com Antônio Schiavo, responsável pela reforma e manuteção do gramado até o término do Pré-Olímpico, mas não conseguiu localizá-lo.





