Foram os melhores 45 minutos em muito tempo. Onze chances criadas na primeira etapa, três grandes defesas do ótimo Hart, e um empate sem gols, mas com grande futebol brasileiro. Na segunda etapa, o Brasil jogou menos, abriu o placar com o oportunismo de Fred, levou a virada em desatenções defensivas, e foi buscar o empate quando Paulinho foi Paulinho. Quando Felipão liberou o volante para ser o todo campista que é. E não pôde ser pela Seleção em sua melhor atuação. Mas sem vitória.
Roy Hodgson armou a Inglaterra no 4-1-4-1. Felipão montou o Brasil mais uma vez em algo próximo do 4-4-2, com Paulinho (mais preso pela direita) e Luiz Gustavo como volantes, com Oscar pela direita, e Hulk (injustamente vaiado) pela esquerda, mais adiantados. Neymar foi centralizado, próximo a Fred. Quando o ex- santista foi bem, como quase toda a Seleção.
Na segunda etapa, Marcelo ocupou a lateral esquerda que é dele. Hernanes entrou para qualificar a saída de bola e finalizar melhor. Como mandou no travessão a bola que Fred concluiu, aos 11 minutos. Segundos depois de o Maracanã xingar Felipão de .burro. não por enfim apostar em Lucas. Mas por ter deixado Hulk no gramado. O atacante que iniciou com um cruzamento de letra o primeiro gol. Como quase havia feito um golaço de letra na primeira etapa.
O segundo tempo era mais morno. O Brasil marcava menos sem Luiz Gustavo. Também por isso levou o empate, aos 21, com Chamberlain. Também por isso sofreu a virada, aos 33, em erro deThiago Silva, e grande felicidade de Rooney. Só então Felipão liberou Paulinho para jogar como Paulinho, e o Brasil empatou, aos 36.
Fazendo justiça ao jogo. Mas ainda não ao futebol brasileiro que deve bola. E não tem muito mais e de quem tirar mais futebol. Ainda mais quando Neymar joga o pouco que mostrou na segunda etapa.

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