PR: denunciadas irregularidades na arbitragem
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quarta-feira, 01 de abril de 1998
Ed Carlos Rocha 
O torcedor foi enganado nos últimos anos. Com essa frase, o procurador do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol, Otto Sponholz Júnior, apresentou ontem o conteúdo do relatório sobre irregularidades na arbitragem do Paraná.
Depois de analisar o relatório, feito pelo delegado Fauze Salmen, do 7º Distrito Policial, o procurador ofereceu denúncia contra o ex-presidente da Comissão de Arbitragem do Paraná, Lourival Barão Marques e contra os árbitros Francisco Carlos Vieira, Nilton Dantas Louza e Cleivaldo Bernardo. Os quatro serão julgados dia 16 de abril.
Segundo Sponholz Júnior, através das investigações foi possível verificar que Lourival Barão exercia influência sobre alguns árbitros e os induzia a manipular resultados, não propiciava condições técnicas para que os árbitros melhorassem e era omisso, ou seja, não punia os árbitros quando erravam. Por causa disso, Barão foi enquadrado nos artigos 286, 288 e 289 do Código Brasileiro Disciplinar do Futebol. Esperamos que seja punido principalmente pelo 289, que prevê como pena a eliminação do futebol, o que quer dizer que não poderia mais voltar ao futebol, disse Sponholz, ressaltando que os outros artigos prevêem afastamento de até um ano.
Já os três árbitros estão praticamente livres de punição. Os três foram enquadrados no artigo 315 do CBDF e serão julgados por erro técnico. A pena é de 30 dias de afastamento, mas como já estão sem apitar desde que vem sendo feito o inquérito, que já dura mais de 30 dias, mesmo que sejam punidos eles poderão voltar a trabalhar imediatamente. Não encontramos provas de que eles estivessem trabalhando para favorecer alguém ou algum outro time, disse o delegado Fauzem, .
Lourival Barão Marques disse ontem que vai aguardar o julgamento com tranquilidade. Segundo ele, o relatório foi feito sem provas concretas. Eles não têm elementos para me incriminar porque tudo o que estão levantando a meu respeito não é verdade. Sempre fui sério e trabalhei honestamente na Federação, disse Barão.


