Pouco popular, rúgbi ganha adeptos
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sábado, 18 de outubro de 2003
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Muita gente pode não entender nada quando vê aquele monte de jogadores amontoados um em cima do outro, todos querendo pegar a bola que não é redonda. Mas a maioria das pessoas pelo menos já viu algum lance de uma partida de rúgbi, o esporte da bola oval.
Apesar de se parecer com o futebol americano, o rúgbi tem sua próprias regras. A principal diferença é que a bola não pode ser passada para um jogador que esteja à frente da linha dela. O atleta pode avançar, levando consigo a bola, para ganhar território, mas não pode jogá-la para frente.
Apaixonados pelo esporte, estudantes universitários resolveram montar uma equipe em Londrina (a Rúgbi Londrina) e incentivar o esporte na cidade. ''Sempre joguei e, como vim estudar em Londrina, resolvi trazer para cá o rúgbi'', explica Antônio Luís Gomes, o Tonico, 22 anos, técnico e terceira linha do time londrinense, que integrava uma equipe em São José dos Campos (SP), onde mora sua família.
A equipe formada por 15 atletas, e que começou a treinar há dois meses, embarca na próxima semana para Piracicaba, no interior paulista, onde irá disputar, a partir do dia 25, um campeonato com mais oito equipes. A competição será disputada na categoria Seven, com sete jogadores.
A Rúgbi Londrina também está mostrando que o esporte não foi feito somente para homens e montou uma equipe feminina. Nove atletas, todas estudantes universitárias, já estão treinando. ''Existe muito preconceito por causa do contato físico e também não é um esporte tão conhecido como o futebol, mas vamos conseguir incentivar a prática do rúgbi'', garante a técnica da equipe feminina, Ruth Fonseca, 20 anos, praticante há seis. ''Ou você ama ou você odeia o rúgbi'', completa.
Apesar das trombadas, a treinadora e jogadora garante que é difícil alguma das meninas se machucar. ''Treinamos e nos preparamos para não nos machucarmos. Não pode entrar 'molenga' na jogada''.
A Rúgbi Londrina treina segunda e quinta-feiras, das 12 às 13 horas, na UEL, e quarta, sexta e domingo, das 16 às 18 horas, no Zerão. Tonico pretende entregar um projeto à Fundação de Esportes de Londrina (FEL), propondo uma parceria para que o rúgbi passe a ser praticado nas escolas.


