Curitiba - Em dia de pouca inspiração e muita vontade dos jogadores, o Atletiba não poderia ter outro resultado que não um empate sem gols. O 0 a 0 não foi bom para nenhum dos clubes, que seguem tendo a irregularidade nas atuações como tônica deste Brasileirão.
Altos e baixos facilmente percebidos até mesmo ao longo do jogo, que teve domínio atleticano nos 45 minutos iniciais e supremacia alviverde na segunda etapa. A diferença é que o Furacão não soube traduzir seus momentos de dominação em chances claras de gol, algo que o Coxa teve competência para fazer. Talvez até a ponto de merecer a vitória. Que só não veio porque o zagueiro Rhodolfo salvou quase em cima da linha a melhor jogada do dia, quando Marcelinho Paraíba driblou o goleiro Vinícius e concluiu para o gol, aos 23 minutos da etapa final.
Antes disso, o jogo foi bastante amarrado, com muitos erros de passe de lado-a-lado. No começo da partida, quem mais trabalhou foi a zaga alviverde, que teve o volante Dirceu improvisado ao lado de Démerson - Cleiton, com dores musculares e Felipe, com suspeita de apendicite, foram vetados. Jaílton, que poderia compor o trio de zagueiros atuou como volante, e Ariel (que deixou o gramado com suspeita de ruptura dos ligamentos do joelho, ainda no primeiro tempo) ficou isolado no ataque. No 4-4-2, Rodrigo Heffner foi o escolhido para jogar pela direita, por marcar melhor do que Márcio Gabriel.
Postura defensiva que permitiu ao Atlético lançar-se ao ataque, principalmente com Marcinho fazendo bons lançamentos para Wallyson. Só que os atleticanos pouco concluíram a gol, e quando o fizeram, em lances isolados de Márcio Azevedo e Wallyson, erraram o alvo. Quando Marcinho acertou cabeçada como manda o figurino, para o chão, Vanderlei foi bem e defendeu. O goleiro também evitou que Rafael Moura escorasse para o gol um bom cruzamento de Marcinho, já nos acréscimos.
Mas a melhor chance dos donos da casa só veio aos 50 segundos da segunda etapa, quando Vanderlei rebateu nos pés de Paulo Baier e teve que se atirar para abafar a conclusão do meia atleticano. A partir daí só deu Coxa, que aumentou progressivamente a pressão, culminando no gol perdido por Marcelinho. Antes deste lance capital, Vinícius teve que se virar para defender as boas conclusões de Pedro Ken e Jaílton. E contou com a sorte ao ver um belo chute de primeira de Marcelinho passar rente à sua trave direita.
Ao Atlético, restou a reclamação sobre três supostos pênaltis. Nos dois primeiros, os jogadores pediram toques de mão de Démerson e Márcio Gabriel (ambos inexistentes). Mas a fúria contra a arbitragem pouco criteriosa de Wilson Seneme veio mesmo quando Paulo Baier caiu na área, aos 44 minutos da etapa final, e nada foi marcado.



EM CURITIBA

Atlético Paranaense 0

Vinícius; Nei, Rhodolfo, Rafael Santos e Márcio Azevedo; Valencia, Chico (Rafael Miranda), Marcinho e Paulo Baier; Wallyson e Rafael Moura. Técnico: Waldemar Lemos

Coritiba 0

Vanderlei; Rodrigo Heffner (Márcio Gabriel), Dirceu, Demerson e Douglas Silva; Jailton, Leandro Donizete, Pedro Ken e Carlinhos Paraíba; Marcelinho Paraíba e Ariel (Bruno Batata). Técnico: René Simões

Árbitro: Wilson Luiz Seleme (SP)
Estádio: Arena da Baixada
Público: 19.266 pagantes
Renda: R$ 400.180

mockup