Potência dos motores dita ritmo do Paris-Dacar
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2000
Por Marcos Pereira (Especial para AE) 
São Paulo, 27 (AE) - Os brasileiros da equipe BR Lubrax voltaram do Rali Paris-Dakar-Cairo com a sensação de que os resultados obtidos poderiam ser melhores, se não fosse a mudança de estratégia ocorrida no decorrer da prova. A tática teve de ser readaptada, porque a previsão de um percurso com vários obstáculos não foi confirmada, o que prejudicou André Azevedo, Klever Kolberg e Juca Bala, que não tinham máquinas de potência equivalente a de seus adversários.
Com isso, para Klever, a estratégia utilizada pelos pilotos foi o arrojo na direção. "Fiquei impressionado com a capacidade de todo mundo andar rápido", afirma. "Isso atrapalhou a nossa equipe, pois seria melhor que a habilidade tivesse maior participação na definição dos vencedores." Para ele, o resultado foi satisfatório, pois, além do vice-campeonato na categoria carros maratona, subiu do 17º para o 14º lugar na classificação geral em relação ao ano passado.
Klever acredita ainda que a paralisação do rali por cinco dias, com o cancelamento de quatro etapas, prejudicou os brasileiros, porque o trecho proporciona maior dificuldade aos corredores, contando a habilidade e a experiência. "Para quem estava liderando a prova, a paralisação foi importante, pois não precisava arriscar-se em uma etapa mais perigosa."
André Azevedo viveu as duas situações nesse caso. Embora estivesse na segunda colocação, ele perdeu a oportunidade de tirar vantagem sobre seus concorrentes. "Como o meu caminhão era mais pesado e menos potente, não tinha como acompanhar a velocidade dos adversários nas demais etapas e esse trecho era a chance de igualar as condições." André terminou o rali em quarto lugar na classificação geral, perdendo o pódio na última etapa por apenas cinco segundos.
Para Juca Bala, que não terminou a prova por causa da quebra do motor de sua moto, como havia muitas retas no percurso
a potência das motocicletas ditou o ritmo da competição, forçando demais os motores. "Além disso, o consumo de combustível foi muito grande, obrigado-me a diminuir a aceleração no fim de algumas etapas." Juca abandonou a competição, quando estava em quarto lugar na categoria maratona, depois de vencer duas etapas.


