Posto expõe a Ferrari-97 de Michael Schumacher
Posto expõe a Ferrari-97
de Michael Schumacher
César AugustoMÁQUINA QUENTEA Ferrari que está exposta em posto de combustíveis de Londrina: motor de 17 mil rotações por minutos funcionando a uma temperatura de 150 graus
Alberto Macedo
De Londrina
Idolatrada pelos amantes do automobilismo em todo o mundo, a Ferrari arrasta verdadeiras multidões pelos autódromos por que passa. E tudo isso sem conquistar um título há 20 anos o último foi em 1979, com o sul-africano Jody Scheckter. Se, desde a época de Ayrton Senna, o fã-clube do time italiano era dos maiores, imaginem, na próxima temporada, com a presença de Rubens Barrichello na escuderia de Maranello. Apostando no forte nome da marca, o empresário londrinense Ariovaldo Ferraz Arruda está expondo desde ontem, no Posto Esperança, na Avenida Celso Garcia Cid, centro de Londrina, o carro com o qual o alemão Michael Schumacher disputou a temporada de 1997. A máquina ficará em exposição até o próximo dia 3.
O carro que está exposto foi pilotado por Schumacher em seu primeiro ano no time, logo que deixou a Benetton, pela qual havia conquistado, na temporada anterior, o bicampeonato mundial de Fórmula 1.
Esta idéia de expor um carro da Ferrari é porque a marca é um símbolo mundial e acontece devido a uma parceria com a Shell, que há mais de 15 anos patrocina a escuderia. Além disso nosso objetivo, é oferecer ao nosso cliente o que há de mais avançado em relação à tecnologia, diz Ariovaldo Arruda.
Arruda explica também que o motor da Ferrari exposta tem um giro de 17 mil rotações por minuto (RPM). A cabeça do cilindro sofre força de ação de uma tonelada a cada explosão e o motor gira numa temperatura de 150 graus.
A história Falar da Ferrari é falar em Enzo Ferrari. Nascido em Modena, em 1898, Enzo iniciou sua carreira de piloto de testes logo após a Primeira Guerra Mundial, em 1918. Sua estréia nas pistas foi em 1919. Em seguida foi para a Alfa Romeo, onde ficou até 1939, sendo que em 1929 havia fundado a Scuderia Ferrari, com objetivo de organizar corridas para seus membros. Ele ainda transformaria o time em uma divisão de engenharia de corridas da Alfa Romeo, sendo que em 1940 cortou sua ligação com a mesma.
Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943, mudou-se de Modena para Maranello e começou a fazer motores para uso industrial. Em 1960, a companhia tornou-se uma sociedade por ações; em 1969 a Fiat entrou como sócia, comprando 50% das ações, ficando majoritária em 1988. Enzo Ferrari morreu em Modena, em agosto de 1988.
A marca A história do cavalo empinado que acompanha os carros da Ferrari é interessante. O cavalo foi pintado na fuselagem do avião de combate italiano pilotado por Francesco Baracca, herói que morreu em Monte Montello, durante a Primeira Guerra Mundial. Quando ganhou uma prova em Ravena, Enzo Ferrari conheceu o conde Enrico Baracca e sua esposa, pais do aviador. Um dia, a condessa Paolina sugeriu que Ferrari colocasse o emblema com a figura do cavalo empinado do avião do seu filho para lhe dar sorte. O cavalo era negro e continua até hoje e Ferrari apenas acrescentou o amarelo canário ao fundo, por ser a cor de Modena. Já a cor vermelha foi designada pela International Automobile Federation, para que os carros italianos pudessem competir na Fórmula 1.
As conquistas As mais importantes conquistas da Ferrari foram nove títulos mundiais de Fórmula 1, 14 títulos mundiais dos fabricantes, oito mundiais de construtores da F-1 e nove vitórias nas 24 Horas de le Mans.





