Zurique - Pressionado mesmo após ter sido eleito para mais um mandato na presidência da Fifa, Joseph Blatter se recusou a assumir qualquer culpa ou envolvimento nos pagamentos investigados pela Justiça norte-americana. Em um dos trechos do indiciamento do Departamento de Justiça dos EUA, um pagamento de US$ 10 milhões é feito a um de seus vice-presidentes, Jack Warner, em dinheiro que teria passado pela Fifa.
O valor seria a propina da África do Sul para ganhar votos para a Copa de 2010. Warner protestou diante do fato de o dinheiro não ter sido depositado e pediu para a Fifa. O valor acabaria vindo do Comitê Organizador da Copa, controlado em parte pela Fifa. O país africano confirma que pagou a quantia para Warner, mas diz que foi uma "ajuda ao desenvolvimento" e nega que seja em troca de votos.
O FBI faz mistério se Blatter está entre os investigados e o dirigente demonstra nervosismo com o assunto. "Eu não tenho esses US$ 10 milhões", disse.

"OPERAÇÃO DARWIN"
O Ministério Público da Suíça poderá interrogar se necessário Joseph Blatter, nas investigações penais sobre a suspeita de compra de votos para a Copa de 2018 e 2022. Entre os procuradores suíços, o processo secreto foi nomeado "Operação Darwin", numa referência às "origens".
A revelação foi publicada pelo jornal "Sunday Times". Blatter, como presidente, não votou pelas sedes dos Mundiais. Mas os suíços admitem que querem saber qual foi de fato seu envolvimento no caso. Por enquanto, a prioridade é entrevistar dez cartolas que não vivem na Suíça.
Blatter e mesmo Michel Platini, presidente da Uefa, ficariam para uma segunda etapa, justamente por viverem no país. Mas Berna não descarta o interrogar no futuro. "O presidente da Fifa não será interrogado neste momento. Se necessário, ele será interrogado no futuro", indicou o MP em nota oficial.

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