Desde a posse do deputado Eurico Miranda (PPB-RJ) na presidência do Vasco, em janeiro deste ano, a situação financeira do clube tornou-se insustentável. Jamais o Vasco esteve tão endividado. E a paciência dos jogadores, revoltados com o descaso da diretoria em relação ao atraso de salários, parece estar acabando.
Segundo o veterano Jorginho, na última quarta-feira, alguns de seus companheiros chegaram a especular a possibilidade de entrar em greve - uma medida que não contou com o apoio de parte do elenco, inclusive de Jorginho, que havia sido acusado pelo presidente vascaíno de ter sido um dos mentores da ação.
''Não foi meu desejo fazer nenhuma greve. Foi uma reunião como forma de protesto pela falta de salário. Eu disse que não seria correto fazer isso num momento como esse. Não seria uma atitude que traria uma solução para esse problema'' , explicou o jogador.
Ainda assim, o prazo para receber pelo menos um dos três meses atrasados termina nesta sexta-feira. E a ameaça de greve ainda existe. Assustada, a diretoria prometeu cumprir o acordo. Só Romário já teria emprestado quase R$ 10 milhões para Eurico.

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