Possibilidade de chuva assusta a Cart
Se chover no fim-de-semana a corrida deverá ser na segunda-feira. Organização teme prejuízo. Os carros serão montados hoje
José Emílio Aguiar
Agência Estado

Divulgação/AE
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)PrecauçãoO piloto Maurício Gugelmin (c) após ser examinado pelo médico da Fórmula Indy, Steve Olivey (e) O autódromo de Jacarepaguá teve um dia de pouca agitação ontem. Os mecânicos começam a montar os carros hoje. A chuva é a preocupação dos organizadores. Assim como aconteceu há duas semanas em Nazareth, em caso de pista molhada a corrida teria de ser transferida para segunda-feira, por motivos de segurança. A velocidade nos ovais é muito alta.
A mudança de data poderia causar novos problemas para a Cart. Os promotores dispensaram o pagamento do seguro, pelo alto preço cobrado, US$ 450 mil. Se a chuva continuar até o fim de semana, terão de arcar com as despesas extras para manter o circo da Indy por mais um dia na cidade.
O brasileiro Guálter Salles foi o primeiro piloto a visitar o autódromo de Jacarepaguá. Salles aprovou a pista. ‘‘Está em condições parecidas ao do ano passado, sem grandes ondulações.’’
Salles correrá pela Payton-Coyne e será o sétimo brasileiro no grid, ao lado de Gil de Ferran, Maurício Gugelmin, Christian Fittipaldi, André Ribeiro, Tony Kanaan e Hélio Castro Neves. Os americanos Jimmy Vasser e Bobby Rahal eram esperados ontem, mas não apareceram na pista.
Gugelmin fez exames de raio X da coluna cervical na Clínica São Vicente, na Gávea, acompanhado do diretor médico da Cart, Steve Olvey. O ortopedista da Indy reviu o vídeo do acidente de Nazareth e se convenceu de que a lesão sofrida nas costas se deveu ao impacto do pneu traseiro esquerdo no capacete. O pneu pesa 14 quilos e teve a massa multiplicada pela velocidade do carro, que estava a 240 km/h. Os exames foram enviados para o especialista Frank Eismont, em Miami, mas não constataram agravamento da lesão.

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