São Paulo - A chegada de Rodrigo Possebon ao Santos estava mais para aquelas contratações que dificilmente dão frutos. Ele teve 30% dos seus direitos federativos adquiridos do Manchester United e assinou com o clube da Baixada Santista por quatro anos. Mas não jogava. O volante passou quase que o segundo semestre inteiro do ano passado sem ser relacionado. Ele chegou em setembro, mas só foi estrear na 34. rodada do Campeonato Brasileiro, no empate com o Atlético Mineiro por 2 a 2, no dia 6 de novembro.
''Eu demorei para jogar porque cheguei em setembro e não tinha condição física de jogo. Vim da Europa e o pessoal da Vila já era campeão da Copa do Brasil e do Paulista'', comentou. Segundo ele ainda, tudo está sendo diferente neste ano porque foi possível trabalhar com o grupo desde o início da temporada.
No mesmo ritmo dos demais, Possebon está conquistando o seu espaço com Adilson Batista. ''Fazendo pré-temporada com todo mundo, iniciando do zero, é bem diferente porque todos têm condições de mostrar o potencial'', afirmou o volante, que também está aproveitando o fato de o treinador não ter jogadores importantes no setor de meio de campo.
Contra o Santo André, sábado, no Pacaembu, ele apareceu bem posicionado na área em uma cobrança de escanteio - algo que tem sido corriqueiro neste começo de ano - e marcou o seu primeiro gol pelo Santos em um belo chute de pé esquerdo, garantindo o empate por 1 a 1. ''Espero que seja o primeiro de muitos. Dei sorte de a bola ter sobrado, dominei e marquei com a perna contrária'', afirmou o jogador, que até aqui defendeu o Santos em 11 partidas.

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