Portugueses vão divulgar festa do Descobrimento
Agência Estado
De São Paulo
Houve um tempo em que Portugal era sinônimo de vitórias na Corrida Internacional de São Silvestre. Manoel Faria (56 e 57), Carlos Lopes (82 e 84), Rosa Mota (81, 82, 83, 84, 85 e 86) e Aurora Cunha (88) ganharam a tradicional prova em uma época em que os quenianos ficavam longe das ruas da capital paulista. Este ano, um grupo de três corredores portugueses estão em São Paulo com uma missão especial: diplomacia.
Paulo Guerra, campeão europeu de cross country, e os gêmeos Domingos e Dionísio Castro foram enviados ao Brasil pela Comissão de Descobrimentos de Portugal. Os três vão correr com um logotipo dos 500 anos do descobrimento do Brasil na camisa.
Uma vitória em uma data tão significativa seria o ideal para o sucesso da missão, mas eles reconhecem que vai ser difícil bater os africanos. Se não ganhar um português, que pelo menos a vitória seja de um brasileiro, diz Dionísio.
As chances dos europeus são mínimas. Desde a vitória de Carlos Lopes em 1984, ano em que o português ganhou também a medalha de ouro na Olimpíada de Los Angeles (EUA), nenhum corredor da Europa venceu a tradicional prova brasileira.
Eles chegaram ontem pela manhã a São Paulo esgotados por uma maratona de competições. A São Silvestre será a quarta corrida de longa distância que Paulo Guerra vai fazer este mês. Participou de duas provas de cross country e domingo passado estava correndo uma prova de 10 km.
Apesar do cansaço da viagem, os irmãos Castro esbanjam bom-humor. Gêmeos idênticos, os dois dizem ter uma tática especial para chegar à vitória. Nossa estratégia é simples: eu corro metade do percurso e depois o meu irmão entra no meu lugar e corre o restante, brinca Domingos. O corredor revela que aprendeu muitas piadas de português com o brasileiro Zequinha Barbosa. Ele é campeão nas piadas, diz.





