Portugueses de Londrina não apostam no time
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quarta-feira, 21 de junho de 2006
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Quarenta anos depois, uma coincidência motiva os portugueses a apostar num bom desempenho de sua equipe na Copa do Mundo. Em 1966, o time de Eusébio foi o terceiro colocado no Mundial da Inglaterra, sob o comando do brasileiro Otto Glória. Agora, novamente com um técnico da antiga colônia, Portugal conseguiu passar de fase pela segunda vez na história.
E o bom resultado é atribuído ao técnico Luiz Felipe Scolari, que levou o Brasil ao pentacampeonato em 2002 e agora dirige a equipe lusitana. Apesar dos elogios, alguns portugueses radicados no Brasil não acreditam que o time possa chegar às quartas de final.
Para o presidente da Casa de Portugal de Londrina, Adelino Ferreira, 57 anos, a saga da seleção lusitana no Mundial da Alemanha deve terminar no próximo jogo. Opinião semelhante a dos também portugueses Julio Lopes, 70, e Emilio Rodrigues, 79.
Uma das principais diferenças entre o futebol brasileiro e o português é, segundo eles, a pressão muito maior sobre os atletas do time de Carlos Alberto Parreira pela conquista da taça. ''A verdade é que se o Felipão estivesse do lado do Brasil, o Brasil seria o campeão'', ressaltou Ferreira.
Já Vasco de Almeida Martins, 72, há 32 anos no Brasil, está mais otimista. Para ele, o melhor desempenho da seleção portuguesa foi no primeiro tempo da vitória de ontem sobre o México. E mesmo prevendo um duelo difícil contra a Holanda, ele aposta que o time avance para a fase seguinte.
''Com o Felipão no comando, tudo pode acontecer'', avaliou Martins. Mas ele não titubeou ao afirmar que torceria para o Brasil num possível duelo contra os portugueses. ''Desde que me naturalizei e jurei à bandeira brasileira não tenho dúvida, sou brasileiro. A final que eu gostaria de ver é Brasil x Portugal'', concluiu Martins.


