Portuguesa vai ao TJD para comprovar fraude
Áureo Nogueira
De Londrina
A perícia nos documentos de registro do atleta Rui Wanderlei Weis, do Rio Branco, de Paranaguá, é a última esperança de a Portuguesa Londrinense ser declarada vencedora do Torneio Seletivo e representar o Estado na Série C do Campeonato Brasileiro. A Lusa perdeu a seletiva em campo, mas apresentou denúncia à Federação Paranaense de Futebol (FPF), alegando que o registro do jogador havia sido feito irregularmente.
Administrativamente, a FPF indeferiu o pedido e ontem o diretor jurídico da Portuguesa, Hélio Camargo, foi à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) analisar a documentação enviada pela FPF. De acordo com Camargo, a CBF está devolvendo à FPF os documentos referentes à inscrição do jogador, porque teria sido enviada com atraso de aproximadamente 30 dias.
Estamos entrando com um recurso no Tribunal de Justiça Desportiva, pedindo perícia nos documentos. Vamos provar que houve fraude na inscrição do atleta, disse Camargo à Folha, pelo telefone.
A Lusa alega que a inscrição de Rui é fraudulenta porque o empréstimo venceu no dia 30 de junho e não foi renovado. Nós temos cópia de dois termos de empréstimos, escritos com máquinas de escrever diferentes. Este é o principal indício da fraude, afirmou o diretor jurídico.
O empresário que representa o atleta Rui Wanderlei Weis, Aldivino Generoso da Silva, assegura que o empréstimo foi feito legalmente. O presidente da Lusa (José Adenir Giacomini) assinou a documentação. Se Hélio Camargo acha que há fraude, ele deve provar a alegação. Caso contrário, pode responder por danos morais, disse Aldivino, acrescentando que ainda não fez interpelação judicial contra Camargo porque, por enquanto, a suspeita recai somente sobre o Rio Branco.





