A Associação Portuguesa Londrinense, segunda equipe de futebol profissional da cidade, garante ter uma estratégia para obter uma renda mínima de R$ 2.000,00 nos seus jogos pelo Campeonato Paranaense da Série A-2 (segunda divisão) de 98. O primeiro clube-empresa do Paraná, de acordo com seus dirigentes, está com suas contas em dia e é mantido por 70 sócios-cotistas. De olho numa vaga para divisão especial do Paranaense, a Lusa estréia na A-2 dia 25 de janeiro contra o Mixto Bordô, em Telêmaco Borba.
Segundo o diretor de futebol da equipe, Amarildo Vieira Martins (ex-árbitro de futebol), cada um dos 70 sócios paga mensalmente cotas entre R$ 100,00 e R$ 300,00. O reembolso é garantido pelo estatuto do clube quando algum jogador é negociado. Além desta contribuição, cada sócio irá comprar 20 ingressos nos jogos que a Portuguesa realizar no Estádio Vitorino Gonçalves Dias. ‘‘Teremos uma média de R$ 2 mil em nossos jogos’’, prevê.
Amarildo diz que a equipe não irá decepcionar na A-2. ‘‘Vamos montar um time para tentar subir à primeira divisão.’ Garante que os jogadores, além de terem os salários em dia, vão receber as premiações por vitória após os jogos. ‘‘A Portuguesa arrecada mais que o Londrina e sem mexer com os cofres públicos’’, gaba-se. A equipe tem renda mensal de R$ 10 mil, e quer acertar dois patrocínios para as camisas (R$ 5 mil cada).
A Portuguesa pretende fazer até quatro amistosos antes da estréia na A-2. Também não está certa a permanência do técnico Vilela. Os jogadores entraram ontem de férias e voltarão aos treinos no dia 5 de janeiro.

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