Se na Alemanha o time brasileiro não ''entrou em campo'' no sábado, ontem, em Londrina, a história foi bem diferente. Portuguesa e Londrina B fizeram um clássico movimentado e que teve muitos gols (quatro), embora todos para o lado da Lusinha, que foi a mandante do dérbi. O jogo, no Estádio do Café, foi pela Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense.
O Londrina, com um elenco jovem, correu muito, mas sem nenhuma eficiência e se entregou após tomar o quarto gol, ainda aos 20 minutos do segundo tempo. A Lusinha, por outro lado, com uma equipe mais experiente e de maior qualidade, mandou na partida desde que abriu o placar.
Ao final, o técnico luso Dirceu Mattos, que, no ''estilo Felipão'' gesticulou, suou e jogou o tempo todo com o time, elogiou seu elenco. ''O time teve atitude e com isso praticamente definiu a vitória no primeiro tempo. No segundo, mantivemos a seriedade e não demos espaço a eles'', afirmou.
O presidente da Lusinha, o folclórico Amarildo Vieira Martins, que ficou transtornado após a derrota para o LEC no primeiro turno (1 a 0, no VGD), ontem pôde dar o troco (com sobras) e era só sorrisos após a partida. ''Lógico que aquela derrota ficou engasgada. Mas hoje não foi revanche, não'', disse, sem convencer. O dirigente sustentou que ''é bom ganhar do Londrina, como é bom ganhar qualquer jogo''. ''O importante é que estamos com um time forte e vamos brigar para subir'', avisou.
Com o resultado, a Lusinha chegou a 13 pontos, ultrapassando o LEC, que permanece com 12, e embolou a classificação do grupo B. O Cambé, que ontem venceu o Matsubara por 1 a 0, com gol de Macedo, lidera a chave com 18 pontos e o Matsubara tem 12. Apenas os três primeiros passam à próxima fase, que terá um hexagonal.
O jogo A Portuguesa entrou em campo com um time bem mais experiente que o LEC. Desde que chegou, há um mês, Mattos trouxe importantes reforços, entre eles atletas que já vestiram a camisa do Tubarão, como o volante Carlos Lima e o atacante Paraguaio, que estava no Naviraí-MS e estreou ontem.
O treinador também trouxe de volta dois ex-Lusinha: os meias Danielzinho, que estava no Marcílio Dias-SC, e Robert (ex-Cianorte). Danielzinho, aliás, estava em campo na última vitória da Portuguesa sobre o LEC, em 24 de março de 2002 (3 a 1 no Estádio do Café). Ele e Carlos Lima foram o diferencial no jogo, dando qualidade ao meio-campo da Lusinha.
O primeiro tempo começou equilibrado, mas as melhores chances eram da Portuguesa. Aos 3O minutos, o zagueiro Rosinei Baeza abriu o placar, de cabeça, após cobrança de escanteio. O LEC subiu mais para tentar o empate e tomou o segundo aos 40, em contra-ataque. Carlos Lima roubou uma bola no meio e lançou Ferrari em velocidade. O atacante driblou o goleiro e tocou para o gol, que poderia ter sido evitado por Alemão, mas ele se atrapalhou e entrou com bola e tudo.
O terceiro foi dois minutos depois, com Paraguaio. Na segunda etapa, Danielzinho ampliou aos 20 minutos após receber livre na área. Parecia um treino. A Lusinha ainda poderia ter feito mais dois, com Dênis, mas o goleiro salvou uma das bolas e a outra explodiu no travessão.

EM LONDRINA

Portuguesa 4
Ney; Dênis, Diego, Rosinei Baeza e Igor (Amaral); Almeida, Robert (Val), Carlos Lima e Danielzinho; Ferrari e Paraguaio (Luís Henrique). Técnico: Dirceu Mattos

Londrina 0
Leonardo; Enio (Welington Sinoti), Wellington, Neto e Bruno Barros; Alemão, André Moura, Altino e Biro; Everton (Rodrigo) e Roberto. Técnico: Pinheiro

Árbitro: Antônio Denival de Moraes
Estádio: Do Café
Gols: Rosinei Baeza aos 30, Ferrari aos 40 e Paraguaio aos 42 minutos do 1º tempo; Danielzinho aos 20 minutos do 2º tempo

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