São Paulo, 18 (AE) - O presidente da Portuguesa, Amílcar Casado, compareceu hoje, no início da tarde, à sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), durante o lançamento de uma campanha antidrogas no futebol paulista, e aproveitou para protestar contra as más arbitragens no Campeonato Paulista, principalmente nos jogos da Lusa. No entanto, o presidente da FPF, Eduardo José Farah, esnobou a insatisfação do dirigente. Pela segunda vez, Casado demonstra o seu aborrecimento com arbitragens.
Sua preocupação surgiu depois do jogo contra o Santos e é crescente. Segundo ele, no domingo, o árbitro Paulo Danelon não marcou dois pênaltis a favor da Lusa. "Conversei com o Dr. Farah e ele disse que errar é humano, acontece com árbitros jovens", disse Casado. Mas o presidente da FPF disse que nem se lembrava da reunião.
O último prejuízo luso por causa de arbitragem foi nas semifinais do Campeonato Paulista de 1998. O árbitro na ocasião era o argentino Javier Castrilli, que marcou dois pênaltis duvidosos contra a Lusa. O jogo terminou empatado por 2 a 2 e garantiu ao Corinthians a ida à final do torneio. "Estou envergonhado e chego a pensar em acabar com o futebol na Portuguesa, porque não nos deixam crescer, disse o dirigente naquele dia.
Outros tempos - Ironicamente, em 1973, a Lusa conquistou o único título paulista de sua história no profissionalismo (dividido com o Santos), graças a um erro do árbitro Armando Marques. Depois do 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis.
Armando perdeu a conta e encerrou a disputa antes de a série estar definida - o Santos vencia por 2 a 0. A Lusa abandonou o Morumbi e o presidente da Federação Paulista de Futebol, José Ermírio de Moraes, declarou as duas equipes campeãs.

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