Claudemir Scalone
De Londrina
A Portuguesa Londrinense faz hoje o seu primeiro teste visando o Campeonato Paranaense da Série A-1, do qual participará pela primeira vez desde que o futebol profissional foi implantado na equipe há três anos. Vice-campeã da Série A-2 em 1999, a Lusinha enfrenta amistosamente a Paraguaçuense, de Paraguaçu Paulista (SP), time da Série A-2 do Paulistão. O jogo será disputado no estádio municipal de Jataizinho (21 km a leste de Londrina), às 16 horas, com portões abertos.
O técnico Livio Vieira ainda não definiu qual a postura tática da equipe. Mas garantiu que o time manterá a característica de outras temporadas: rapidez nos contra-ataques. ‘‘Essa sempre foi a marca do time e não podemos fugir disto’’, afirmou o treinador. O time-base deve ser Alex (ex-Cristóvão); Cambé, Alemão, Roberto Fonseca e Marcinho; Zé Roberto, Fábio (ex-Vasco), Vagner (ex-Vasco) e Carlos; Jeferson (ex-Toronto/Canadá) e Rodrigo.
Londrina – Enquanto a Lusa segue firme com sua preparação ao Estadual, o Londrina continua literalmente parado. Os dirigentes voltaram a se reunir ontem em busca de uma solução para captar recursos visando a montagem do time para o Campeonato Paranaense. O coordenador-geral do clube, Célio Guergoletto, voltou a reafirmar que entregará o cargo se a equipe não conseguir uma parceria.
Guergoletto disse que aguardará até a próxima segunda-feira, quando será apresentada uma nova e misteriosa proposta de parceria para o Londrina. Ele não informou detalhes da mesma. Disse apenas que o presidente de um clube social da cidade é quem está intermediando a negociação com um empresário paulista.
O diretor do departamento amador, Iran Campos, recusou um convite para assumir o futebol profissional do Londrina. ‘‘Não tenho tempo e nem dinheiro suficientes para socorrer as necessidades do Londrina’’, explicou Iran, que sempre colabora nas situações críticas do clube. Iran propôs ao presidente do Conselho Deliberativo, Antonio Amaral, o lançamento de 500 cotas a R$ 100,00 para viabilizar o departamento amador do clube.
Caso o Londrina não consiga um parceiro no futebol profissional, os dirigentes terão de se virar com a cota de R$ 120 mil que receberá de uma rede de televisão. ‘‘Este dinheiro é pouco e disputar o campeonato só com a garotada é arriscado’’, reconhece Iran.

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