Portuguesa denuncia evasão de renda
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segunda-feira, 17 de maio de 1999
Cláudio Osti 
A Portuguesa Londrinense vai entrar hoje com uma denúncia contra a equipe do Arapongas junto à Federação Paranaense de Futebol (FPF). A reclamação é sobre a renda da partida de domingo entre os dois times. Segundo a direção da Lusinha, houve evasão de renda. Havia cerca de 7 mil pessoas no Estádio dos Pássaros. Nós tiramos fotos de tudo e vamos encaminhar para a FPF, disse Amarildo Vieira, coordenador da Lusa. Vieira disse que a equipe recebeu apenas R$ 1.400,00.
Pelos cálculos do diretor jurídico do time, Hélio Camargo, a Lusinha teria deixado de ganhar pelo menos R$ 10 mil referentes a sua cota (50%) na arrecadação. Não fomos apenas nós que perdemos. A Federação também perdeu. Nós estamos fazendo a denúncia e reivindicando ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) que tome uma providência e queremos que a Portuguesa seja indenizada, disse Camargo.
O empresário Mauro Morishita, vice-presidente de futebol do Arapongas, disse ontem que estranhava a reclamação da Portuguesa. Ele enviou, via fax, à Folha, um termo de acordo, em papel timbrado do Departamento de Finanças da FPF, em que os tesoureiros Arnaldo Neri, do Arapongas, e Divaldo de Andrade, da Portuguesa, acertaram uma quota de R$ 800,00 para a Lusa, referente aos ingressos de cortesia distribuídos pelo time da casa. O documento leva assinatura dos tesoureiros da FPF, Maurício Rodrigues e Noel Graf.
Segundo Morishita, foram distribuídos 1.200 ingressos. Cada patrocinador tem direito a uma cota de ingressos que ele pode dar para quem quiser. Nós estamos tranquilos. Inclusive o acordo foi assinado também por um representante da Federação, disse.
A Portuguesa irá ainda denunciar à FPF alguns incidentes ocorridos no Estádio dos Pássaros. O que fizeram com a nossa equipe foi absurdo. Eles nos trancaram num pequeno espaço, com cadeado e tudo, impedindo que os atletas pudessem se aquecer, afirmou Vieira. Só depois que um diretor nosso conseguiu um martelo é que conseguimos quebrar o cadeado e a equipe pôde se aquecer, completou Britânia, o preparador físico.
Morishita alega que pediu que fosse colocado um cadeado no portão de acesso ao gramado por medida de segurança. Segundo ele, como não havia policiamento no local, naquele momento, não podíamos permitir que 30 ou 40 pessoas entrassem no gramado, até porque estava tendo um jogo preliminar.
Tentando ficar longe dos problemas extra-campo, a comissão técnica e os jogadores da Portuguesa participaram de um churrasco no Thermas de Londrina. Entre um pedaço de carne e uma conversa descontraída, o técnico Livio Vieira procurava esquecer um pouco os problemas que terá pela frente. Hoje ele começa a definir qual a equipe que enfrenta o Sport Paraná, domingo no Estádio do Café, em Londrina, pela semifinal da Série A-2 do Campeonato Paranaense.
A Lusa teve quatro jogadores expulsos no domingo (Alemão, Givanildo, Amaro e Marcos Cruz), dois estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo (Oscavo e Bebeto) e Edson Vieira está contundido. Nosso elenco é disciplinado e unido. Todos estão prontos para jogar, acredita Livio.


