Portuguesa apanha em casa e técnico joga a toalha
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domingo, 07 de abril de 2002
Emerson Dias Reportagem Local 
A Portuguesa Londrinense perdeu ontem, por 3 a 1, em casa pela primeira vez, jogando contra o lanterninha Ponta Grossa pelo Campeonato Paranaense 2002.
O jogo foi marcado pela apática atuação das duas equipes. Os anfitriões, pressionados pelos 100% de aproveitamento jogando em casa (venceu as três partidas que disputou anteriormente na cidade), apresentaram um jogo truncado e com poucas finalizações, enquanto o Ponta Grossa permanecia retrancado, aproveitando (com sabedoria) os poucos contra-ataques.
A visível instabilidade da Portuguesa começou logo aos quatro minutos, quando o goleiro Dida viu o atacante Wesley invadindo a área livre, pronto para fuzilar. Sem alternativa, o arqueiro provocou o pênalti, cobrado e marcado pelo próprio Wesley. Desorganizado e sem chances de furar o bloqueio da zaga pontagrossense, restaram aos atacantes locais as bolas paradas, duas delas (aos 21 e 30 min) cobradas por Maicon Paulista e Daniel no ângulo e defendidas pelo atento Vilson. Na última ponte, o goleiro do Ponta Grossa sentiu uma fisgada na virilha e foi substituído por Rodrigo aos 42 minutos.
O jogo esquentou mesmo nos acréscimos do primeiro tempo, quando o bandeira Ismael Ferreira da Fonseca anulou um gol legítimo da Lusa, alegando mão de Cassiano quando tentou passar para Paulo Cesar, antes do atacante igualar o marcador. Enquanto os jogadores batiam boca com a arbitragem, Gerson recebeu um cruzamento pela direita, matou no peito e garantiu o segundo tento dos visitantes aos 48 minutos.
Empurrões e agressões verbais marcaram a saída da equipe de arbitragem, que precisou da proteção dos policiais militares. É sempre assim. Chega ao quadrangular final quem tem dinheiro para bancar, alfinetou o diretor de Futebol, Amarildo Vieira Martins, depois de peitar o juiz Carlos Jack Magno.
Determinado a inverter o jogo no segundo tempo, o treinador Manoel Rodrigues colocou o estreante Marcelinho no lugar de Maicon Paulista. Mas o grupo desentrosado, aliado ao calor de 38 graus do meio-dia, manteve um desempenho medíocre. Da geral, o solitário presidente da Portuguesa, Hélio Camargo, sofria com o sol forte e com as desastrosas finalizações da equipe.
Aos 22 minutos, uma esperança para a Lusinha: Paulo Cesar sofreu pênalti. Daniel (acompanhado de longe por alguns olheiros) bateu e Rodrigo defendeu. O juiz pediu nova cobrança, alegando invasão dos demais jogadores. Desta vez, o meia-atacante não perdoou e tocou no canto direito do gol adversário.
Quando a situação parecia melhorar, novo balde de água fria sobre a Portuguesa. Wesley, sozinho, mais uma vez ameaçava entrar com bola e tudo até ser derrubado por Robert dentro da área. Aos 28 minutos, o atacante cobrou o pênalti e fechou o placar: Ponta Grossa 3, Portuguesa 1.


