São Paulo - A Portuguesa vai tentar se manter na Primeira Divisão do Brasileiro por meio da Justiça Desportiva. Se não conseguir, porém, pode recorrer até à Justiça Comum para permanecer no grupo de elite. Esta possibilidade vem sendo discutida pelos dirigentes do clube, como alternativa para o caso de um insucesso na esfera esportiva. A Lusa encaminha nesta quinta-feira pela manhã representação ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em que pede que seja apurado se o Flamengo utilizou de maneira irregular o lateral Wendell em três partidas do Brasileiro de 2002.
A esperança da Portuguesa, 23 colocada na competição, é que a denúncia de uma irregularidade no contrato entre o jogador, emprestado pelo Uniclinic (CE), e o clube carioca o contrato não seria válido porque numa etapa anterior, na rescisão do contrato de Wendell com o Ceará (o que possibilitou sua ida para o Uniclinic e seu posterior empréstimo ao Flamengo) sua assinatura teria sido falsificada seja confirmada. Se isso acontecer, o Fla perderá 15 pontos, cairá para a Segunda Divisão e a Lusa vai se salvar.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, garante que não haverá virada de mesa e que não há consistência na denúncia que envolve Wendell e o Flamengo. Mas a Lusa quer a ''apuração dos fatos''. ''Vamos buscar nossos direitos'', decidiu o vice-presidente de Futebol da Portuguesa, Jerônimo Gomes.
Os dirigentes da Portuguesa sabem que o clube pode até ser punido pela Fifa caso recorra à Justiça Comum. Mesmo assim, estudam seguir este caminho se a Lusa nada conseguir na Justiça Desportiva.
O Palmeiras segue ''na moita''. Oficialmente, não vai fazer nada para virar a mesa, embora na terça-feira Mustafá Contursi tenha preferido se reunir com Ricardo Teixeira em vez de participar do Conselho Técnico da Série B e de o diretor jurídico do clube, Antonio Carlos Calcione, ter se mostrado interessadíssimo no caso Wendell. O Botafogo também diz não se mover. Mas seus dirigentes não negam que, se houver uma virada, vão pegar uma carona.

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