A ‘‘lei do silêncio’’ é a bola da vez na Portuguesa Londrinense. Desde ontem os jogadores foram impedidos pela comissão técnica de dar declarações à imprensa (inclusive por telefone). Os portões do Estádio da Santa Terezinha, local habitual dos treinos do time, foram fechados para evitar certos ‘‘espiões’’ do Londrina. A guerra de nervos de uma semana de derby começou de vento em popa.
O diretor de futebol do clube, Amarildo Vieira, justificou a atitude dizendo que jogadores e comissão técnica precisam de tranquilidade para trabalhar. ‘‘Os jogadores só poderão conversar com a imprensa depois do jogo com o Londrina. A atitude tem o total apoio da diretoria do clube’’, disse. Segundo Vieira, o técnico Moacir Cascavel, que assume o time nos dois jogos restantes, substituindo o demitido Itamar Belasalmas, teme que Tadeu Martins possa enviar algum espião e tirar algum proveito no duelo londrinense. ‘‘São dois times quebrados, todo cuidado agora é pouco’’, avisou.
O desconforto gerado depois da goleada de domingo – 5 a 2 no Café, com grande exibição do atacante Jabá –, pode ter provocado a atitude extrema do dirigente. ‘‘Os jogadores só estarão livres para dar entrevista na quarta-feira (amanhã), às 13 horas. Até lá, o que manda é a lei do silêncio’’, avisou.
O atacante Aléssio deve mesmo deixar o clube. Expulso contra o União, o jogador ficará fora do derby e provavelmente da última partida da Lusinha, diante do Grêmio Maringá.

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