Portugal busca marca histórica
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sexta-feira, 16 de junho de 2006
Fernando Duarte<br> Agência O Globo 
Frankfurt - Não vai valer taça e tampouco os jogadores darão voltas olímpicas pelo gramado do Waldenstadion. Mas, para um país muito mais acostumado a sair pela porta dos fundos de competições internacionais, sobretudo de um número de Copas do Mundo que cabem nos dedos de uma mão (três), trata-se de um passo para lá de decente: caso derrote o Irã hoje, às 10h (de Brasília) pelo Grupo D, em Frankfurt, Portugal obterá vitórias consecutivas num Mundial pela primeira vez desde a histórica ida às semifinais em 1966. Uma outra marca para a coleção de Luiz Felipe Scolari, que com o 1 a 0 dos portugueses contra Angola, no domingo, atingira o recorde de oito triunfos em sequência no torneio (as outras sete tinham sido as da campanha do penta, em 2002).
Não que Felipão esteja muito preocupado, até porque ele ontem disse nem ter conhecimento de ambas as estatísticas. Seu objetivo principal é ver o time correndo mais do que no duelo lusófono, em que apenas o veterano Luís Figo teve uma atuação à altura do esperado. Escaldado pelo que viu em Colônia, o treinador resolveu transformar a modesta seleção iraniana numa séria ameaça às chances de classificação de Portugal para a próxima fase do Mundial da Alemanha especialmente porque um dos potenciais adversários é a Argentina.
''Vamos enfrentar muitos mais riscos do que na partida contra Angola. O Irã possui um espírito de luta muito forte, não se entrega e criou muitas dificuldades para o México. Poderemos ter problemas se não jogarmos melhor do que na estréia - disse Felipão.
Para reforçar o argumento, Scolari garantiu que não pretende poupar jogadores para a partida, embora não tenha garantido condições de jogo para o atacante Cristiano Ronaldo, que ficou dois dias sem treinar devido a um problema de fadiga muscular. Ontem, porém, o jogador participou de uma leve sessão de reconhecimento do gramado do Waldstadion.
Quem tem a volta garantida é o meia Deco, que ficou fora da estréia por causa contratura muscular na coxa e se tornará o terceiro brasileiro naturalizado a fazer sua estréia em mundiais nos gramados alemães Zinha, que marcou um dos gols mexicanos contra o Irã, e Marcos Senna, pela Espanha, foram os primeiros, ao passo que Alex, do Japão, havia participado do torneio em 2002. Santos, naturalizado tunisiano, ficou fora da estréia da equipe africana e ainda é dúvida para o jogo com a Espanha, segunda-feira.
PORTUGAL
Ricardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Nuno Valente; Petit, Maniche, Simão e Figo; Cristiano Ronaldo e Pauleta. Técnico: Luiz Felipe Scolari
IRÃ
Mirzapour; Kaebi, Rezaei, Golmohammadi e Nosrati; Nekonam, Teymourian, Mahdavikia e Karimi; Hashemian e Borhani. Técnico: Branko Ivankovic
Árbitro: Eric Boulat (FRA)
Estádio: Commerzbank Arena, em Frankfurt
Horário: 10 horas


