Seul, Coréia do Sul - Uma seleção bissexta em Copas põe à prova, a partir das 6 horas de amanhã (de Brasília), aquela que talvez seja a geração mais talentosa de sua história. E Portugal sabe que a chance é única.
Para um país que adora futebol – a ponto de ter três jornais esportivos diários –, nunca houve tantas credenciais às vésperas de um Mundial para provar que pode, sim, integrar a elite da bola.
É de lá o jogador que a Fifa elegeu como o melhor do mundo, o meia-atacante Luís Figo, do Real Madrid. Figo tem a seu lado uma seleção entrosada, formada nas categorias de base e consagrada com o título mundial júnior de 91. ‘‘Conhecemo-nos muito bem após tantos anos jogando juntos. Nossas expectativas estão no céu. Queremos chegar à final’’, afirma a estrela. ‘‘Este time está junto há muito tempo. Tem estilo’’, completa Eusébio, o maior nome da história do futebol português, astro da seleção de 1966.
Nas eliminatórias, os portugueses protagonizaram uma das maiores surpresas desta Copa do Mundo ao deixar de fora do torneio a Holanda, semifinalista do torneio em 1998. De volta a um Mundial após 16 anos, verão a geração de Figo fazer sua estréia no torneio. Ao mesmo tempo, porém, deverá estar fazendo sua despedida.
O próprio jogador deixa isso claro. ‘‘Estou pronto para arrumar mais tempo para a minha família e para os meus amigos, as pessoas com quem me preocupo. Vou além: deixarei o futebol mais cedo do que as pessoas imaginam’’, diz Figo, 29 anos.
Ele não está só. O meia Rui Costa, outro destaque da equipe, tem 30 anos. O zagueiro Fernando Couto está com 32. O meio-campista Sérgio Conceição soma 28. Por tudo isso, o jogo com os EUA, em Suwon, deve ser o primeiro dos últimos passos para esta seleção portuguesa.
Do outro lado, os americanos sabem da situação dos rivais. ‘‘Há muita pressão neles. Talvez estejam um pouco assustados’’, afirma o meia Landon Donovan. O técnico Bruce Arena decidiu fazer mistério. Desafiou quem quer que fosse a acertar a escalação dos EUA que colocará em campo em sua primeira partida.
Os americanos têm contas a acertar a partir de amanhã. Depois de chegarem às oitavas-de-final no Mundial que organizaram em 1994 – foram eliminados pelo Brasil –, acabaram a última Copa na última colocação entre as 32 seleções, com três derrotas nas três partidas que disputaram. ‘‘Estamos muito otimistas. Não viemos à Coréia de férias. Podemos ver a luz no fim do túnel’’, diz o treinador dos EUA.




Em Suwon
Estados Unidos
Friedel; Hejduk, Agoo, Pope e Regis; Reyna, O’Brien, Cobi Jones e Stewart;
Moore e Mathis. Técnico: Bruce Arena.
Portugal
Vitor Baía; Beto, Jorge Costa, Fernando Couto e Rui Jorge; Capucho, Sérgio Conceição, Rui Costa e Figo; João Pinto e Pauleta. Técnico: Antônio Oliveira
Árbitro: Byron Moreno (Equador)
Estádio: Mundial Suwon (Coréia)
Horário: 6 horas (de Brasília)

mockup