Porto ganha o último interclubes
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2004
Folhapress 
Yokohama/Japão - O Porto, dos brasileiros Luis Fabiano, Diego, Derlei, Pepe e Carlos Alberto, bateu ontem o colombiano Once Caldas, nos pênaltis, após empate em 0 a 0 e conquistou o último Mundial interclubes.
A Fifa já anunciara que a competição, que desde 1960 opôs os vencedores dos continentais interclubes europeus e sul-americanos, não voltará a ser disputada.
Em seu lugar acontecerá no Japão outro torneio, envolvendo representantes de seis continentes.
No jogo de ontem, em Yokohama, o time colombiano apostou na mesma tática que o levou ao título da Libertadores da América: uma forte marcação com investimento nos contra-ataques.
O Porto dominou as principais ações ofensivas, mas esbarrou na boa atuação do goleiro Henao, nas traves e na arbitragem do uruguaio Jorge Larrionda auxiliado pelo peruano Winston Reategui e por Amelio Andino, do Paraguai para garantir seu bicampeonato nos 120 minutos de partida com a bola rolando.
O primeiro título mundial do time português foi obtido em 1987, após vitória por 2 a 1 sobre o uruguaio Penarol, na prorrogação.
No primeiro tempo, o campeão europeu teve um gol do sul-africano Benni McCarthy anulado e ainda viu o ex-são-paulino Luis Fabiano eliminado na semifinal da Libertadores pelo próprio Once Caldas acertar a trave num voleio de direita, ao dezoito minutos.
Sete minutos mais tarde, Diego mandou a bola no poste após uma cobrança de falta. Na etapa complementar, foi a vez de a trave salvar uma finalização de McCarhty, que teve ainda outro gol anulado por Larrionda.
No tempo extra, os colombianos insistiram ainda mais no jogo defensivo, mas o Porto demonstrou cansaço e não conseguiu repetir suas chances de gol.
A equipe sul-americana chegou perto do título nas cobranças de penalidades. O meia português Maniche havia desperdiçado a quarta cobrança e bastava ao meia colombiano Jonathan Fabbro converter o seu para ficar com o título. Mas ele acertou a trave.
O empate persistiu até 7 a 7, quando García perdeu a oportunidade para o Once Caldas. Pedro Emanuel não deu chance para Henao e garantiu a ida do último troféu do Mundial para Portugal.


