Porte físico é determinante
Mesmo sendo um esporte sobretudo amador, o Brasil goza de uma certa tradição no beisebol. Porém, com a entrada de países ocidentais na disputa por títulos e campeonatos, o fator porte físico vem sendo determinante na atualidade. Para continuar no páreo, países como o Japão precisaram se reinventar e desenvolver um estilo técnico para competir à altura com jogadores maiores e mais fortes.
Segundo o treinador Paulo Nakashima, hoje o beisebol do Brasil está no meio termo entre técnica e força. Na última final que disputou com o time Infantil, contra o México em 2003, foi exatamente o porte físico dos rivais que pesou. Mas como ocorre uma gradativa entrada de brasileiros entre os descendentes de japoneses nas equipes, tal mistura de raças vem aumentando o biotipo médio dos atletas. Eu acredito que dentro de cinco anos estaremos no padrão dos outros países. A partir daí teremos mais condições de competir de igual para igual, avalia.
Por enquanto, Nakashima explica que equipes com biotipo médio menor, como por exemplo os orientais, precisam aprimorar e tentar surpreender com jogadas mais técnicas e velozes. Acredito que assimilar esse lado técnico com o físico representará uma vantagem grande no futuro do beisebol, finaliza. (R.O.)





