Porta de entrada para o esporte profissional
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sexta-feira, 03 de fevereiro de 2006
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Fazer faculdade e permanecer treinando e participando de campeonatos é o desejo de muitos jovens atletas. Imagina se o curso universitário pode ser feito no estrangeiro e os treinos em equipes de alto nível técnico que disputam torneios com olheiros à espreita, loucos para descobrir novas estrelas do esporte. Detalhe: com todos os custos pagos. Não, não é sonho. Pode até ser. Só que sonho realizado por alguns esportistas brasileiros, como dois destaques juvenis do Paraná.
O primeiro responde pelo nome de Isadora Stapff, curitibana de 18 anos. Ela está no topo dos ranking juvenil brasileiro e paranaense de golfe e já reside nos Estados Unidos, desde o começo de janeiro deste ano. Ela é a nova integrante da equipe da University of West Florida (UWF), em Pensacola, na Flórida. Para a golfista, a mudança está sendo intensa mas recompensadora. ''Acho que vou crescer muito com isso. Vou aprender a viver sozinha e a ser mais independente'', acredita.
Para quem começou a dar as primeiras tacadas por brincadeira, Isadora voou alto. Ela, que começou a jogar em agosto de 2003, depois que o irmão (o também golfista Daniel Stapff) lhe desafiou a jogar golfe. De lá pra cá, conquistou títulos importantes como as duas etapas do Tour Juvenil, em 2005, considerado um dos eventos mais importantes da categoria.
Raquetadas®MDBO¯ ®MDNM¯ Quem está quase de malas prontas para competir na liga universitária americana é Leonardo Locatelli. O tenista gaúcho de 17 anos residente de Londrina desde 2000 deve embarcar para a cidade de Norfolk, na Virgínia, no meio deste ano ou até janeiro de 2007. ''Ainda não está fechado. Estamos trabalhando as idéias e aguardando as propostas das universidades. Eu gostaria de ir pra lá'', conta ele, se referindo a Old Dominion University.
Leonardo, que treina no Londrina Country Club, sabe exatamente os frutos que colherá na carreira de tenista, caso consiga ingressar numa universidade dos Estados Unidos. ''O circuito americano é forte e tem jogadores e treinadores de técnica elevada. É o caminho mais fácil para entrar na disputa profissional'', explica Locatelli, atual campeão paranaense na categoria até 18 anos.
Para o treinador Marcelo Tebet, a ida para o exterior está praticamente garantida. ''Ele dedica cinco horas diárias para os treinos físicos e de quadra, sabe sacar e volear bem. Já passou no primeiro exame (Toffel) e está estudando para o SAT. Está apto a conseguir uma vaga e uma bolsa integral (cerca de US$ 30 mil por ano)'', elogia Tebet.
Enquanto permanece em solo tupiniquim, Locatelli tem muito trabalho pela frente. Planeja participar dos principais torneios da América do Sul, como o Banana Bowl, Copa Gerdau e o Til Open, além do Orange Bowl que acontece em dezembro, nos Estados Unidos. ''Quero ficar entre os 20 melhores do Brasil e manter minha posição no ranking paranaense'', diz convicto o tenista.


