São Paulo, 26 (AE) - Não perder para o Palmeiras, conquistar, pelo menos um ponto e acabar com a sequência ruim das duas últimas campanhas do Torneio Rio-São Paulo. Esta é a maior preocupação do time misto do Corinthians, a partir das 20h30, no Estádio do Pacaembu.
"Temos a mesma responsabilidade, mas não a mesma moral deles", disse o meia Edu, referindo-se aos titulares que estão em férias até o dia 4. Nas edições de 98 e 99 do Rio-São Paulo, o Corinthians perdeu 9 dos 12 jogos que disputou no torneio. Em 98, foram cinco derrotas consecutivas e uma única vitória, sobre o Vasco, em São Januário, por 1 a 0. No ano passado, a participação foi um pouco menos desastrosa: quatro resultados negativos seguidos, um empate (contra o São Paulo) e uma vitória (diante do Botafogo).
Nas duas últimas edições do Rio-São Paulo, o alvinegro não conseguiu sequer passar pela primeira fase e chegar à semifinal.
"Mas depois destes tropeços, eles (os titulares) chegaram a um vice-campeonato e a um título paulista e a dois campeonatos brasileiros", afirmou Edu. "Nós ainda estamos procurando um lugar na equipe e precisamos conquistar vitórias; uma derrota pode acabar com nossas chances no campeonato e até mesmo no time."
Os atacantes Dinei e Fernando Baiano confiam na "sorte" contra o tradicional rival para obter a primeira vitória. "Em 1996, quando jogava pelo Guarani, fomos os únicos a derrotarmos o Palmeiras, que foi campeão paulista com o Luxemburgo na direção", lembrou Dinei. Um fato contra o atacante foi o pênalti não convertido nas quartas-de-final da Taça Libertadores
ano passado, contra o rival alviverde, na disputa de penalidades.
Já Fernando Baiano espera repetir a atuação que teve neste mesmo jogo, quando o Corinthians venceu no tempo normal por 2 a 0. "Fiz um dos gols", disse o atacante, que foi o artilheiro corintiano na competição sul-americana, com seis gols.
Time mantido - O técnico Edson Barbosa não deverá alterar o time, que perdeu na estréia da competição para o Fluminense por 1 a 0, no Pacaembu.
Edson chegou a garantir a escalação do zagueiro Batata, que está há oito meses sem jogar, na terça-feira. Mas recuou um dia depois, após o treinamento coletivo realizado no Parque São Jorge. "Achei prematuro sua escalação em um clássico", afirmou o treinador.
O técnico gostaria de escalar Batata para poder testar o sistema 5-3-2, que considera mais eficaz. A outra opção seria colocar o ex-júnior Marcelo, formando o trio de zagueiros com Adílson e Fábio Luciano.
Com o mesmo esquema tático (4-4-2), Marcos Senna (pela direita) e Edu (pela esquerda) ficam mais fixos na marcação, cobrindo os avanços dos laterais Daniel e Augusto, respectivamente.
Um dos obstáculos no clássico, segundo o treinador, deverá ser o condicionamento físico dos jogadores. "O cansaço deve atrapalhar a equipe, principalmente, no segundo tempo." Maurício; Daniel, Fábio Luciano, Adílson e Augusto; Gilmar, Marcos Sena, Luís Mário e Edu; Dinei e Fernando Baiano. Técnico - Edson Barbosa. Juiz - Carlos Jorge Lopes Moreira (RJ). Local - Pacaembu (20h30). Premire pay-per-view e Globosat/ SporTV (menos SP)

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