Santiago - O Chile tenta dar hoje um passo importante para se aproximar dos grandes nas quartas de final contra o Uruguai. Atormentados com a falta de um troféu em sua história, os chilenos transformaram a Copa América em casa em um ritual de passagem. As bandeiras chilenas estão em todas as fachadas e os mais fanáticos se referem à partida como "el día". O técnico Jorge Sampaoli captou esse sentimento.
"A partida é uma final. Uma oportunidade única contra um adversário que conhece muito bem esse tipo de jogo. Desde que Bielsa chegou aqui, mudou a mentalidade do jogador chileno. Cada passo é importante para o Chile chegar perto das grandes equipes", disse Sampaoli.
A escalação, no entanto, será cautelosa. Mena, jogador do Cruzeiro, deverá ser escalado no lugar Beausejour. Isso significa maior poder de marcação. O cuidado se justifica por causa do último confronto no fim do ano passado: amistoso com vitória do Uruguai por 2 a 1 dentro de Santiago.
A aposta maior dos chilenos no confronto marcado para começar às 20h30 (horário de Brasília) é no estilo ofensivo e no quinteto que pode trazer o triunfo diante do maior campeão da Copa América: Aránguiz e Vidal; Sanchez, Valdivia e Vargas.
Do outro lado, o Uruguai foi sacudido por um drama pessoal. O pai do atacante Edinson Cavani, Luis Cavani, envolveu-se em um acidente automobilístico que deixou uma vítima nas proximidades de Montevidéu. De acordo com os exames da polícia, ele estava alcoolizado.
Ao longo do dia, o grupo viveu a expectativa de que Cavani deixaria a seleção. No fim do dia, ele treinou e deve jogar. "Tenho confiança de que ele (Cavani) vai colocar as coisas no lugar depois de falar com quem precisa e vai ficar focado", disse o treinador Óscar Tabárez.
Depois de se recuperar de uma lesão no joelho direito, Fucile deve ser titular, uma opção pela experiência. "Eles têm um contra-ataque muito forte, são velozes. Mas é fato também que têm levado muitos gols", ponderou Tabárez.

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