Por um centésimo, Phelps iguala marca lendária de Mark Spitz
Pequim - O norte-americano Michael Phelps, 23, igualou o recorde de sete ouros olímpicos de seu compatriota Mark Spitz. E poderia chegar ainda mais longe - ontem à noite (horário de Brasília) disputaria a final do revezamento 4x100 m medley, prova em que os Estados Unidos eram os grandes favoritos.
O sétimo pódio foi o mais sofrido. O nadador passou a primeira parcial dos 100 m borboleta apenas com o sétimo tempo. Nos últimos 50 metros, recuperou-se e, na chegada, tocou a borda da piscina na última braçada, com mais força, primeiro, 0s01 mais rápido que o sérvio Milorad Cavic. Phelps cravou 50s58, novo recorde olímpico, e vibrou muito.
Ele já havia obtido um feito memorável no Cubo d'Água. Com seu quarto ouro, tornou-se o atleta mais vencedor da história das Olimpíadas da Era Moderna, batendo Spitz, Carl Lewis e Paavo Nurmi (atletismo) e Larisa Latynina (ginástica), todos nove ouros.
No total, tem 15 pódios. Suficientes para se tornar, ao lado do ginasta da extinta URSS Nikolai Andrianov, o homem com o maior número de medalhas em Olimpíadas.
Em Pequim, Phelps já havia vencido os 400 m e 200 m medley, os 200 m livre, os 200 m borboleta e os revezamentos 4 x 100 m e 4 x 200 m livre.
Para a competição de sexta-feira, Phelps dizia estar preocupado. Os 100 m borboleta prometiam ser a mais complicada disputa do americano desde antes da chegada à China. Era a única prova individual em que o nadador não possuía o recorde mundial. Além disso, carregava antiga rivalidade com o dono da melhor marca do mundo, seu compatriota Ian Crocker.
Desde a derrota no Mundial de 2003, Phelps almejava derrotá-lo. Conseguiu justamente nos Jogos gregos, quatro anos atrás, quando amealhou seis ouros e dois bronzes.
Agora, teve forte concorrência do sérvio Milorad Cavic, que fez o melhor tempo nas semifinais. ''Era minha última prova individual, então eu tentei terminar o mais forte que eu podia.'' E ele, na batida, pôde.
Mas não poderá, devido à prova de sexta-feira, conquistar todos os ouros também cravando recordes mundiais, como conseguiu Spitz há 36 anos na Alemanha. (Folhapress)





