São Paulo - O técnico Emerson Leão foi demitido ontem do comando Palmeiras. Segundo o treinador, a decisão foi comunicada a ele ainda na noite de domingo.
  Defensor da permanência de Leão, o diretor do futebol do clube, Salvador Hugo Palaia, outro que tem seu cargo ameaçado, deu a notícia a ele por telefone – o técnico estava no Litoral paulista. ‘‘Tive um diálogo por telefone com o Palaia no domingo à noite. Fui demitido. Hoje (ontem), eu só me encontrei com o presidente (Affonso Della Monica) em uma formalidade. Não falamos ontem (domingo), mas desde ontem (domingo) à noite, o presidente já tinha tomado a decisão’’, disse Leão.
  A situação tornou-se insustentável para Leão após a humilhante derrota por 6 a 1 para o Figueirense, no sábado, pelo Campeonato Brasileiro. Apesar do resultado, Leão rejeitou a possibilidade de os atletas terem feito ‘‘corpo mole’’ para derrubá-lo.
  ‘‘Não houve desgaste entre mim e o elenco. O que existe é a uma seqüência ruim de resultados. Eu costumo apontar os defeitos quando estou trabalhando. Foram dez meses de uma excelente convivência lá dentro, tanto com o Palaia quanto com o grupo. Conseguimos chegar à Libertadores e estamos nas oitavas-de-final da competição. Fizemos um bom Campeonato Paulista. Tudo está dentro de nosso limite’’, analisou.
  Para o primeiro jogo contra o São Paulo pelas oitavas-de-final da Libertadores da América, amanhã, no Parque Antártica, Marcelo Villar, do Palmeiras B, será o técnico interino.
  Com um problema de tendinite do braço direito, Leão só pensa agora em se tratar e resolver assuntos particulares no futuro próximo. Sobre propostas para trabalhar, o treinador disse que está à disposição. ‘‘Celular pega em qualquer lugar. O meu está ligado’’, disse.

  Ingressos – A crise do time abalou a confiança do torcedor do Palmeiras. Ontem, primeiro dia da venda de ingressos para o clássico contra o São Paulo, pela Libertadores, o movimento nas bilheterias do Palestra Itália foi muito fraco.
  Pela manhã, quando abriram as bilheterias, cerca de 200 torcedores do Palmeiras chegaram a formar uma fila no Palestra Itália. Mas, logo depois, o movimento diminuiu bastante e pouca gente apareceu para comprar seu
ingresso.
  Por questões de segurança, a Polícia Militar liberou a venda de 24 mil ingressos. Os são-paulinos terão direito a apenas 2 mil bilhetes desta cota, que serão comercializados no Morumbi.

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