Curitiba - Ameaçados pelo rebaixamento, Atlético e Paraná apostam na mudança de comando para melhorar as pífias campanhas no Brasileiro. No Furacão, que demitiu Antônio Lopes na tarde de segunda-feira, quem assume o time é Ney Franco, que ontem já comandou seu primeiro treino. Já no Tricolor, a novidade é o retorno de Lori Sandri, que teve passagem relativamente boa pelo clube dois anos atrás. Curiosamente, os dois novos contratados são oriundos de equipes que se encontram em situação pior do que a dos paranaenses.
A necessidade da recuperação imediata pelos riscos cada vez mais presentes de cair à Série B levou os clubes a agir rápido para que os técnicos tenham uma semana de trabalho antes da estréia no próximo final de semana. No Atlético, a negociação com o mineiro Ney Franco foi rapidamente levada à cabo na própria segunda-feira, logo após confirmação da saída do delegado.
Terceiro técnico do Furacão no Nacional, Ney mostrou algum conhecimento do elenco e destacou a qualidade de Ferreira e Ramon, além de lamentar a ausência de Alex Mineiro. Bastante confiante, promete uma imediata recuperação, e faz planos ousados. ''Temos que buscar metas a curto prazo para sair dessa situação incômoda na tabela. Primeiro, vamos deixar o Atlético longe dessa situação desconfortável e depois vamos brigar por uma vaga na Libertadores'' afirma.
Esperando repetir o bom trabalho realizado no Flamengo, clube pelo qual conquistou a Copa do Brasil no ano passado e o Carioca da atual temporada, o treinador destacou a força do Atlético como fator preponderante para assumir a equipe. ''Tenho uma expectativa muito boa, imensa no Atlético. É um clube tradicional, já tem um título brasileiro, tem uma torcida espetacular'', complementa.
Seu primeiro desafio será recuperar a auto-estima do grupo antes de enfrentar o Inter, fora de casa. ''Não podemos mexer muito na estrutura por enquanto, pois não há tempo'', adianta o treinador.
Rápida também foi a troca de comando no Paraná. Pega de surpresa com o pedido de demissão de Gilson Kleina, logo após bancar a permanência do treinador, a direção precisou de apenas um telefonema para encontrar o substituto. O gaúcho Lori Sandri, que estava em Curitiba desde que deixou o América-RN, aceitou de imediato e iniciou os trabalhos na manhã de ontem.
Treinador de forte ligação com o futebol paranaense - jogou por Londrina, Atlético, Rio Branco, Água Verde e Pinheiros, clube pelo qual iniciou a nova carreira, em 1976 -, em sua passagem pelo Tricolor, em 2005, chegou a ocupar o 3º lugar no Brasileirão. ''É bom voltar depois de um tempo. Tenho raízes no clube e vou fazer o impossível para corresponder'', explica, buscando repetir o aproveitamento de 55% dos pontos registrado há dois anos. Para atingir o objetivo, o primeiro passo é encerrar o jejum de gols e vitórias já contra o Juventude, no próximo domingo, quando o técnico pode promover as estréias do meia Rodrigo e do atacante Róbson.

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