São Paulo - O Corinthians abafou rapidamente a eliminação na fase preliminar da Libertadores com um esquema tático ofensivo, muitos gols e vitórias em série. O trio de ataque formado por Dentinho, Jorge Henrique e Liedson foi vital para que a crise não ficasse ainda maior. Agora, após a primeira derrota no Campeonato Paulista (1 a 0 para a Ponte Preta, na noite de quarta-feira, no Pacaembu), a tendência é que o 3-5-2 volte a ser utilizado pelo técnico Tite. Depois de desfalcar o time corintiano nas duas últimas rodadas, Jorge Henrique está recuperado e tem grandes chances de encarar o Mirassol no domingo.
''Não é oito ou oitenta. Não podemos achar que a equipe é muito boa porque ganhou vários jogos, nem que não presta por ter perdido a invencibilidade'', pediu o técnico Tite, após amargar a sua segunda derrota no comando do time - a outra foi justamente na fatídica eliminação diante do Tolima na Libertador. Contudo, o comandante sabe que outro deslize pode interferir no processo de recuperação de confiança entre equipe e torcida. E, para manter o clima em paz e evitar um princípio de incêndio, nada melhor do que retomar o esquema com três atacantes.
Jorge Henrique ficou na academia nesta quinta-feira, fazendo um trabalho físico ao lado dos titulares. No campo, apenas reservas e juniores. Nesta sexta, ele trabalhará forte com o grupo principal, assim como no sábado, para ganhar o ritmo cobrado pelo treinador e que o tirou da partida diante da Ponte Preta - havia participado normalmente no rachão de terça. Com dores musculares na coxa direita e no joelho esquerdo, ele havia perdido, ainda, o confronto com o Linense, no último sábado.
Bode expiatório
O sacrificado para a entrada de Jorge Henrique deve ser o meia Bruno César. O jogador, ainda sob desconfiança dos torcedores após um início de ano fraco, esteve mal na derrota de quarta-feira e saiu de campo bastante vaiado pela torcida. Para piorar ainda mais a sua vida, a declaração de que está ''sem confiança para finalizar a gol'' não foi bem digerida por Tite, que, depois de deixá-lo fora do time titular por oito partidas (desde o duelo de ida diante do Tolima, num 0 a 0 no Pacaembu), esperava contar com um novo jogador.

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