Londres - A Lotus sabe que a possibilidade de perder Kimi Raikkonen ao término da temporada de 2013 da Fórmula é real, mas aposta em ter um carro competitivo para convencer o piloto finlandês a renovar o seu contrato com a equipe. Chefe da escuderia, Eric Boullier lembrou que a Lotus lutou pela vitória com a Red Bull no último fim de semana, no GP da Alemanha, o que vem sendo recorrente nesta temporada.
"Eu acho que ele gosta da equipe e das pessoas da equipe. Ele se sente confortável com eles. Às vezes você tem um bom carro no início da temporada, mas a questão é se você vai ser capaz de manter-se nesse nível - e Kimi pode ver que nós podemos fazê-lo. Com muito menos recursos do que a Red Bull ainda podemos desenvolver o carro e competir no mesmo nível", disse.
O dirigente da Lotus reconheceu que o salário oferecido pode ser decisivo para a escolha de Raikkonen, pois o finlandês, de 33 anos, está perto de se aposentar da Fórmula 1. Boullier, porém, rejeitou a possibilidade de fazer um "leilão" para manter Raikkonen.
"Durante a vida, você passa por diferentes fases e na cabeça de Kimi deve haver a consideração de que o próximo contrato é o seu último. Então, sim, é possível que no final poderemos ter que levar em consideração algumas questões financeiras", disse. "Vamos oferecer o que acreditamos ser o melhor para Kimi e para nós", completou.

Novas regras
O acidente envolvendo um cinegrafista no pit lane do GP da Alemanha de Fórmula 1, disputado no último domingo, fez com que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) tomasse algumas medidas. Nesta terça, a entidade anunciou mudanças nas regras para a região dos boxes. Antes de serem aprovadas, no entanto, as alterações ainda serão avaliadas pelo Conselho Mundial de Esportes a Motor.
Segundo as novas regras da FIA, apenas funcionários e dirigentes das equipes estarão autorizados a ficar no pit lane, com os cinegrafistas obrigados a permanecer atrás de uma parede. Além disso, a velocidade máxima permitida na região dos boxes será reduzida de 100 para 80 km/h (com exceção das provas em Melbourne, Mônaco e Cingapura, onde, devido às características da pista, o limite é de 60 km/h e será mantido).
As mudanças tem como finalidade evitar acidentes como o ocorrido em Nurburgring, quando um cinegrafista acabou se ferindo após ser atingido por um pneu que se soltou do carro do australiano Mark Webber. Ele foi hospitalizado, mas passa bem e deve ter alta em breve. Por esse episódio, a Red Bull, equipe do piloto, acabou multada em 30 mil euros (cerca de R$ 86 mil).

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