Doha - A seleção brasileira masculina de handebol estreia nesta quinta-feira no Mundial do Catar enfrentando os donos da casa, a partir das 15h30 (de Brasília). E, embora a equipe esteja longe de ser uma das favoritas ao título - o objetivo é subir algum degrau em relação ao 13º lugar obtido há dois anos, que é a melhor posição já alcançada -, sabe que será mais cobrada por causa do título mundial conquistado pela equipe feminina em 2013. "As realidades do masculino e do feminino são diferentes, mas com certeza a exigência sobre nós será maior por causa do sucesso das meninas", disse o técnico Jordi Ribera, que é espanhol.
Para melhorar a posição do Mundial passado, o treinador acha fundamental o time terminar a primeira fase em terceiro lugar na chave (os quatro primeiros se classificam). O motivo é simples: se passar em quarto, o Brasil deverá cruzar logo na primeira partida eliminatória com a Croácia, apontada por Ribera como uma das candidatas ao título - as outras, em sua opinião, são Dinamarca, França e Espanha. "Se ficarmos em terceiro enfrentaremos um adversário de nível mais próximo ao nosso e poderemos ir mais longe no torneio".
Um tropeço nesta quinta comprometeria muito as chances de o time conseguir o terceiro lugar, mas embora o adversário tenha menos tradição, o técnico considera o jogo perigoso por dois motivos: o Catar joga em casa e conta com jogadores estrangeiros que foram nacionalizados graças ao poder econômico do país. "Se jogássemos contra o Catar em qualquer outro lugar o jogo seria muito diferente. Será um confronto difícil, contra um time que tem os mesmos objetivos que os nossos".

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