Diferente de Robson Dias, Alberto Nishimura teve influência oriental para pegar gosto pelo karatê. Seu pai e um primo, que também era atleta, serviram de modelo para ele iniciar na atividade, aos 9 anos. Sempre se dedicou à arte marcial e dos demais esportes, só gostava de jogar basquete. ''Sério mesmo, só pratiquei o karatê'', enfatiza Nishimura, que trabalha num cartório da cidade, mas seus planos estão muito longe das quatro paredes e da papelada de um escritório. Ele respira esporte e assim como Dias, começará este ano o curso de Educação Física, na UEL.
''Pretendo ir longe ainda como atleta, mas agora terei que me dividir entre os treinos e as aulas. É difícil ser um atleta adulto hoje, tendo que trabalhar em outra área para sobreviver'', observa. Até para competir ele afirma que está mais difícil: ''Ano passado tiraram o karatê do programa oficial dos JAPs (Jogos Abertos do Paraná) e também não nos deixaram competir por municípios de São Paulo nos Jogos Abertos do Interior. Daí a situação complica'', reclama. Até 2004, a equipe adulta da Academia Oguido Dojo competia por Assis (SP).
A motivação que ele mantém para continuar treinando forte é buscar o título brasileiro ou a vaga para o Pan. Há quatro anos disputando Campeonatos Brasileiros, em 2004 foi medalha de bronze na categoria júnior no individual e 3º colocado por equipes no adulto. (J.K.)

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