Por cinturão, Big Rig aprimora golpes
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quinta-feira, 09 de maio de 2013
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Aprimorar a "trocação". Esse é o grande objetivo do lutador de MMA (Mixed Martial Arts), Maiquel José Falcão durante sua passagem por Londrina nesta semana. Considerado uma das estrelas do Bellator, o segundo maior campeonato de lutas do mundo, atrás apenas do UFC, o gaúcho de Pelotas foca a troca de golpes em pé para faturar o tão disputado cinturão dos médios (84 kg). "Preciso treinar mais a parte de sequência de mão, a trocação", define o lutador, que fica em Londrina até amanhã treinando com o amigo e companheiro de profissão Orestes Betran, o "Furacão".
O "Big Rig" (grande caminhão), como é conhecido nos Estados Unidos, esteve muito perto de alcançar seu objetivo em fevereiro deste ano, mas foi nocauteado pelo russo Alexander Shlemenko no Bellator 88 e viu o adversário ficar com o cinturão que estava vago desde a saída de Hector Lombard para o UFC.
Nocauteado logo no segundo round da luta, o lutador acredita que poderia ter tido maiores chances de vencer Shlemenko se estivesse melhor preparado para a trocação. "Talvez se estivesse melhor preparado e confiado mais na parte de trocação, da luta em pé, o título agora poderia estar comigo", lamenta Falcão.
O próximo combate do "Big Rig" já tem data marcada. Será no próximo dia 17 de agosto, no estado de Louisiana, nos EUA, contra o vencedor do GP, uma espécie de torneio interno do Bellator. Até lá, além de se preparar tecnicamente, o lutador gaúcho também quer se fortalecer psicologicamente para aquele que, ele mesmo define, como um dos grandes desafios da sua carreira. "Se não fui campeão na última luta é porque ainda não era minha hora. A pressão é muito grande, a cabeça fica muito frágil e acabei sentindo. Agora, a parte psicológica terá que estar muito melhor", frisa.
Ao contrário da grande maioria dos lutadores da modalidade, Maiquel Falcão garante que não quer mais saber do UFC. O lutador, que já fez parte do card do evento, e bateu o norte-americano Gerald Harris na edição 123, no final de 2010, explica porque não pretende abrir mão do seu contrato de mais cinco anos com o Bellator. "O UFC paga pouco. No Bellator, temos todo o respaldo, sou tratado como filho pelo presidente. E ainda paga o dobro, ou até o triplo do UFC, dependendo do atleta", diz o gaúcho, que foi demitido do UFC em 2011, após a organização do evento ter ciência de um processo por agressão contra o lutador.
A rescisão veio pouco depois de Falcão ser confirmado no UFC Rio, no qual enfrentaria o norte-americano Tom Lawlor. O cartel de "Big Rig" inclui 36 lutas, 31 vitórias 23 por nocaute e cinco derrotas.


