Os torcedores do Londrina ganharam ontem uma luz no fim do túnel alviceleste, que ficou ainda mais escuro após a eliminação precoce no Campeonato Paranaense. Em carta distribuída à imprensa, o gestor do clube, Adir Leme da Silva, afirmou que ficará no Tubarão.
Adir abriu a carta afirmando que o clube havia ''perdido uma batalha e não a guerra'', e que estava muito triste pela eliminação. Agradeceu a torcida, a imprensa e prometeu estar na cidade nos próximos dias para definir seu futuro. ''Participarei de algumas reuniões com o presidente Peter Silva e com o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Fábio Theóphilo, para discutirmos o futuro do Londrina Esporte Clube. Só então nos pronunciaremos sobre a fórmula de trabalho para os próximos anos'', dizia a carta.
Adir reclamou das dívidas do clube, que abocanharam boa parte das receitas a que o Londrina teria direito. ''É de conhecimento de todos que o trabalho à frente do clube sempre foi bastante conturbado e cheio de percalços. Exemplo disso, foi o orçamento feito para a disputa da competição, que teve de ser refeito em razão da penhora da verba referente às cotas de transmissão (R$ 115 mil), que nem chegaram aos cofres do clube. Pelo mesmo problema, a verba de outros patrocínios sempre vinha incompleta'', revelou.
Ele também revelou que investiu cerca de R$ 80 mil por mês com o Departamento de Futebol Profissional e também com o de Base. ''E quero deixar claro também que faço isso por que sei que o Londrina pode dar retorno, pela sua marca conhecida no País inteiro. E também por que aprendi a torcer e gostar do Londrina e da cidade. Quero reiterar o meu desejo de continuar com este trabalho sério e de contar com mais parceiros, pois o clube não é meu, é da cidade da Londrina e não pode morrer'', pediu.
A permanência dele, no entanto, vai depender de uma assinatura formal de um contrato de gestão do futebol do clube. Ele não quer mais ver o dinheiro indo pelo ralo e sem ter como recuperar. Por isso, a minuta deve ser analisada no Conselho Deliberativo nas próximas semanas.
O documento já está pronto e de posse do presidente executivo, Peter Silva, que prefere não dar detalhes. Terceirizando o futebol, Adir evita, por exemplo, que as rendas sejam penhoradas para pagar dívidas trabalhistas e assume apenas os gastos futuros. O contrato terá cinco anos de duração com a possibilidade de renovação por mais cinco.
Futuro
Peter afirmou que não esperava a desclassificação prematura. ''Fiquei surpreso em não estar entre os oito. Quando conseguimos trazer investidores, trazer o torcedor de volta, os resultados de campo não vêm'', lamentou o cartola.
Enquanto não define a situação do futebol profissional, o clube vira as atenções agora para as categorias de base, cujos respectivos torneios estaduais começam nas próximas semanas. ''Temos que preparar as categorias de base, o juvenil, o júnior e fazer uma boa base para disputar a Copa Paraná e conquistar uma vaga na Série C do Campeonato Brasileiro'', disse Peter, mantendo o velho e batido discurso.
Apesar de a Copa Paraná ser uma grande incógnita e depender das eleições na Federação Paranaense de Futebol, que serão realizadas no próximo mês, ele dá como certa sua realização. ''A Federação vai fazer a Copa Paraná, independentemente de quem seja eleito. Ela é subsidiada pelos clubes e dá retorno à FPF'', apontou.
Peter aguarda com ansiedade as eleições por outro motivo. Ele afirma ter recebido um convite para integrar tanto a chapa do atual presidente, Hélio Cury, como a chapa de oposição, encabeçada por Rafael Iatauro. ''Fui convidado para ser vice nas duas chapas e vou esperar a orientação da CBF para me decidir em qual entrarei'', revelou.

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