Agência Estado
De São Paulo e Salvador
Acelino ‘‘Popó’’ Freitas, que conquistou sábado o cinturão dos superpenas, versão Organização Mundial de Boxe, ao nocautear o russo naturalizado francês Anatoly Alexandrov, em Le Cannet, na França, já está no Brasil. O pugilista chegou anteontem à noite a São Paulo e depois, em companhia da mãe, Zuleika, do irmão, Luís Claúdio, e do amigo Kelson Carlos, medalha de prata no Pan-Americano de Winnipeg, partiu para Salvador, onde descansará até o fim do mês. O empresário Rui Pontes e o técnico Luís Carlos Dória já pensam na próxima luta que o atleta vai realizar - e fala-se até em uma revanche.
Com humildade, o novo fenômeno do boxe, com um cartel de 21 lutas como profissional, todas vencidas por nocaute (12 delas no primeiro assalto), dedicou a conquista aos 500 anos do Brasil. ‘‘O fenômeno é o Brasil’’, disse ele. ‘‘O boxe não dá lugar aos perdedores e, com a mesma humildade e ainda mais dedicação, vou trabalhar para vencer sempre.’’
Segundo o técnico Dória, o título da OMB é o começo de uma carreira de sucesso. ‘‘Popó está seguindo os passos de Oscar De La Roya, que começou com o título dos superpenas da Organização’’, explicou. ‘‘Popó terá de defender o título, obrigatoriamente, dentro de três a seis meses.’’
O empresário Rui Pontes disse que o local e o adversário não estão definidos, mas os empresários de Alexandrov, os irmãos Acaries, não descartam a possibilidade de revanche.
Com trio elétrico tocando a Melô do Popó e a Dança do Nocaute, Popó foi recebido com festa, ontem, em Salvador. O pugilista fez questão de voltar à Bahia com a roupa que usou no dia da luta. ‘‘Prometi que desembarcaria com o roupão, as luvas, o short com as bandeiras da Bahia e do Brasil’’, disse. Depois, subiu num caminhão do Corpo de Bombeiros e desfilou, orgulhoso, o cinturão de campeão.
O pai de Popó, Nijalma Freitas, assumiu a responsabilidade pela formação do lutador. ‘‘Ele tem uma pegada bonita, igual ao pai’’, repetia, lembrando que sempre brigou com a mulher por causa da profissão dos filhos. ‘‘Eu dizia: deixa o menino cumprir o destino dele, que um dia será campeão do mundo’’.

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