Popó desaprova adversário e pede ajuda ao governo
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sexta-feira, 19 de novembro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - A luta de 11 de dezembro, no Ibirapuera, contra o argentino Fernando David Saucedo, será a última antes de Acelino ''Popó'' Freitas tentar voltar a ser campeão mundial. Essa é a única motivação do lutador baiano para o duelo dos leves.
Popó não aprova o adversário, está chateado com os políticos e empresários que não apóiam suas lutas, e não gostaria que o combate fosse pelo sistema pay-per-view - ''pague-para-ver''. ''É uma vergonha. O Brasil desvaloriza o esporte. Não acredito que não conseguimos arrumar patrocinadores. Peço à prefeitura e ao governo de São Paulo que me ajudem'', disse o lutador, que está em San Antonio, no Texas, treinando há um mês.
Popó não gostou quando soube que a transmissão da luta seria pay-per-view. ''O boxe é do povão. Muita gente veio falar comigo e disse que só perdi para o Corrales porque a luta foi pay-per-view e pouca gente viu.'' A luta com Saucedo servirá de preparação para o ex-campeão mundial dos superpenas e leves, que deverá desafiar o norte-americano Juan Díaz, dono do cinturão mundial dos leves pela Federação Internacional de Boxe, em abril, nos Estados Unidos. ''Ele (Díaz) já aceitou o desafiou'', afirmou Popó, que tem mais três anos de contrato com o empresário norte-americano Arthur Pelullo.
Um grande motivo para Popó se alegrar: sua mulher Eliana está fazendo tratamento para engravidar. ''Será o meu sexto filho'', conta o pugilista.


