Ponte sufoca o São Paulo
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de maio de 2015
MARCIO PORTO<br>[email protected] 
Nunida por atitudes violentas de seus torcedores na Série B do ano passado, a Ponte Preta recebeu o São Paulo no Moisés Lucarelli com portões fechados e, durante o jogo, anunciou uma renda negativa de R$ 35.197,68. Prejuízo financeiro, mas compensado pelo lucro que obteve em campo. A Macaca não se abalou sem a presença de seu torcedor e foi superior o tempo inteiro inteiro no duelo pela segunda rodada do Brasileirão.
Azar do torcedor da Ponte, que perdeu de ver em seu estádio mais uma atuação consistente dos comandados de Guto Ferreira, como já havia sido contra o Grêmio, quando arrancou um heróico empate por 3 a 3 em Porto Alegre. Azar do pontepretano que perdeu o lindo gol de Renato Cajá, aproveitando-se de saída de bola errada de Centurión e do posicionamento adiantado de Rogério Ceni, para decretar o placar.
Mas azar mesmo foi do torcedor do São Paulo. Este, sim, logo passou a comemorar por não ter acesso ao estádio. Foi como se o time, que vinha se reconstruindo nos últimos jogos, com atuações consistentes até a eliminação para o Cruzeiro na Libertadores, voltasse à estaca zero.
Milton Cruz repetiu seu esquema habitual, com três volantes na saída de bola, Centurión e Ganso mais adiantados, encostando em Pato na frente. Não funcionou. A Ponte marcou muito bem, anulou todas as possibilidades de arremate tricolor e ainda se aproveitou dos contra-ataques cedidos pelo visitantes.
É interessante como o São Paulo cede contra-ataques de maneira desnecessária. Contra o Cruzeiro, no Mineirão, mesmo com a vantagem, sofreu do começo ao fim não por pressão do adversário, mas pelos espaços que cedia. Quando isso acontece, algo vai mal na parte tática. Preocupante.
Ceni denunciou este ponto no intervalo, mas nada mudou na etapa final. Não fosse Ceni, com pelo menos três defesas difíceis, o São Paulo teria voltado de Campinas goleado. Azar de seu torcedor. O da Ponte, mesmo de longe, vibra...




