Cada pedaço de grama do Mois és Lucarelli deveria ser substituído por uma lágrima. Não só por causa do nível patético apresentado no empate em 1 a 1 entre Ponte Preta e Flamengo. Não só pelos infinitos passes errados. Mas, acima de tudo, porque ainda tem jogador ou treinador neste circo da bola que vai dizer que seu time jogou bem. É a famosa massificação do discurso para tentar convencer que algo horroroso está excelente.
Aqui, hoje, não é um espaço para enaltecer o empate conquistado pelo Flamengo nos minutos finais - gol de André Santos -, com um jogador a menos. Atingiu a igualdade mais por demérito do adversário, que chegou a oito jogos sem vencer, do que por virtude rubro-negra.
Na função em campo na qual um dia Zico se consagrou, hoje João Paulo e Luiz Antonio disputam para ver quem cobrará a falta. A camisa 10 que o Galinho vestiu, hoje é usada por um garoto que não consegue acertar uma jogada sequer. Mais um desrespeito com o seu passado que o Flamengo comete atualmente, ao permitir que jogadores sem virtudes representem justamente o que há de mais sagrado na sua secular vida.
E até um menino que estava bem acabou contagiado. Samir fez falta desnecessária, levou o segundo amarelo e foi expulso. A Ponte tirou proveito da vantagem numérica e abriu o placar na sequência, com Artur, em chute o ângulo de Paulo Victor.
Ninguém merecia vencer. Para o bem do futebol. Se houvesse um ganhador, a verdade seria escondida no discurso de que "o que valem são os três pontos". É mais do que isso.

Imagem ilustrativa da imagem PONTE PRETA 1 X 1 FLAMENGO - E segue o jejum...
| Foto: ALE CABRAL
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