São Paulo - Para se tornar a esperança de um dos países organizadores da Eurocopa de surpreender na competição, Robert Lewandowski, 23, teve que fazer gols contra os mais diferentes tipos de adversários.
A Grécia, seleção cujo maior mérito é a defesa sólida, com quem a Polônia medirá forças no jogo de abertura da competição, às 13 horas (de Brasília), em Varsóvia, será só mais um deles.
Antes de chegar ao Borussia Dortmund e se tornar um dos jogadores mais valorizados do próximo mercado de transferências, o atacante jogou nas três primeiras divisões do futebol polonês. E foi artilheiro em todas elas.
A epopeia de Lewandowski começou com os 15 gols que ajudaram o nanico Znicz Pruszkow a subir para a segunda divisão em 2007.
Na temporada seguinte, manteve-se no clube e marcou 21 vezes, o suficiente para conseguir a transferência para o Lech Poznan, um dos grandes do futebol local.
A passagem pela elite da Polônia durou só dois anos. No primeiro, fez 14 tentos e foi o segundo goleador da competição. A artilharia e o bilhete para o exterior vieram com os 18 gols de 2009/10.
Foi contratado pelo Borussia por 4,5 milhões de euros para ser reserva do paraguaio Lucas Barrios. Teve papel discreto na campanha que culminou no título alemão de 2011.
O protagonismo veio nesta temporada. O polonês ganhou a posição e liderou o time na conquista do bicampeonato. Fez 30 gols (na soma de todas as competições) e foi eleito o craque do Alemão.
Na seleção, estará acompanhado de dois parceiros de Borussia: o lateral Piszczek e o meia Kuba. Juntos, eles vão tentar levar a Polônia a, pelo menos, vencer pela primeira vez um jogo de Eurocopa.

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