Políticos se dividem sobre assunto
Geralmente alheios às questões esportivas da cidade, a classe política está dividida quanto à venda do Estádio Vitorino Gonçalves Dias. O prefeito Homero Barbosa Neto (PDT) afirmou na sua tradicional entrevista coletiva de quinta-feira que o assunto merece debates aprofundados.
É uma discussão que a própria cidade tem que fazer. Há uma decisão por parte do presidente da Fundação de Esportes. Eu acho interessante que a gente possa debater esse assunto, mas que haja uma vantagem para o Município. Embora o VGD seja um prédio histórico da cidade, está interditado, com os alojamentos em total insalubridade, e o Município não dispõe de recursos para fazer os investimentos necessários para transformá-lo numa praça esportiva com viabilidade de receber jogos e outros eventos, afirmou.
Segundo o prefeito, um possível comprador terá que oferecer uma contrapartida. Se tiver uma proposta de construção de uma Vila Olímpica com um Centro de Treinamento afastados das cidades, como os grandes clubes do futebol brasileiro e mundial têm para os clubes locais, seria a contrapartida, explicou.
Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Câmara Municipal de Londrina, o vereador Professor Roni (PTB) trata o assunto como especulação ainda, mas já adiantou que caso a intenção se concretize, ele proporá uma ampla discussão com a sociedade. Ele deu indícios de que é contra a venda. O VGD é um patrimônio histórico de Londrina. Tem jogos importantes que acontecem lá, a população frequenta, disse, lembrando que é preciso a realização de uma audiência pública para discussão do assunto. O dinheiro da venda é insuficiente para fazer a Vila (Olímpica), continuou.
Membro da mesma comissão, o vereador Marcelo Belinati (PP) prefere aguardar a chegada do projeto à Câmara para se posicionar. Mas precisamos encontrar uma forma de contemplar todos os segmentos: o Londrina, a população e a Vila Olímpica, disse. (T.M.)





